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Medicina · Avança SP · 2025

Questão comentada de Medicina

Em relação ao manejo de aneurismas da artéria poplítea assintomáticos, considerando as diretrizes mais recentes baseadas em evidências, indique a alternativa que apresenta corretamente o limiar de diâmetro para intervenção cirúrgica e a técnica preferencial:

Gabarito: D

O aneurisma da artéria poplítea é o aneurisma periférico mais comum e costuma ser silencioso mesmo quando já está fazendo estrago. Em paciente assintomático, a decisão de operar não depende só de sintomas: o ponto de corte mais cobrado em diretrizes recentes é diâmetro a partir de 2,0 cm, ou também quando há trombo, embolização distal ou oclusão iminente. A ideia é intervir antes que a artéria vire uma fábrica de trombo e cause isquemia aguda do membro. Quando a cirurgia é indicada e o doente tem boa veia safena, o tratamento preferencial é o bypass com veia safena reversa, geralmente associado à exclusão do aneurisma por ligadura proximal e distal. Essa abordagem costuma ter melhor perviedade a longo prazo do que as opções puramente endovasculares em muitos cenários, especialmente em pacientes com anatomia favorável e boa expectativa funcional. Por isso, a alternativa D é a correta: ela traz o limiar de 2,0 cm e a estratégia de exclusão com revascularização, que é o raciocínio clássico e mais aceito nas diretrizes. Em prova, vale lembrar da dupla: aneurisma poplíteo assintomático maior ou igual a 2 cm pensa em operar, e se houver veia safena adequada, o bypass autólogo costuma ser a escolha preferida. As outras alternativas tentam confundir com números mais altos, técnicas endovasculares ou procedimentos que não são a primeira linha nesse contexto. Em concurso, esse é um tema em que a banca gosta de testar se você sabe o limiar correto e não cai no encanto de stent para tudo.

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