Em relação ao manejo de aneurismas da artéria poplítea assintomáticos, considerando as diretrizes mais recentes baseadas em evidências, indique a alternativa que apresenta corretamente o limiar de diâmetro para intervenção cirúrgica e a técnica preferencial:
- A)Diâmetro ≥ 2,5 cm; bypass com veia safena reversa.
Errada: 2,5 cm não é o limiar mais cobrado para indicação eletiva, embora o bypass com safena seja uma técnica válida.
- B)Diâmetro ≥ 2,0 cm; reparo endovascular com stent revestido.
Errada: o limiar de 2,0 cm até lembra a conduta correta, mas o reparo endovascular não é a técnica preferencial clássica para o assintomático.
- C)Diâmetro ≥ 3,0 cm; aneurismectomia com interposição de prótese.
Errada: 3,0 cm é tarde demais para a maioria das recomendações, e a aneurismectomia com prótese não é a opção preferida de rotina.
- D)Diâmetro ≥ 2,0 cm; ligadura proximal e distal com revascularização.
Certa: em aneurisma poplíteo assintomático, a indicação costuma surgir a partir de 2,0 cm, com exclusão do aneurisma e revascularização, preferencialmente com veia safena reversa.
- E)Diâmetro ≥ 1,5 cm; embolização com molas assistida por stent.
Errada: 1,5 cm é um ponto de corte baixo demais e embolização com molas não é tratamento padrão para aneurisma poplíteo.
Gabarito: D
O aneurisma da artéria poplítea é o aneurisma periférico mais comum e costuma ser silencioso mesmo quando já está fazendo estrago. Em paciente assintomático, a decisão de operar não depende só de sintomas: o ponto de corte mais cobrado em diretrizes recentes é diâmetro a partir de 2,0 cm, ou também quando há trombo, embolização distal ou oclusão iminente. A ideia é intervir antes que a artéria vire uma fábrica de trombo e cause isquemia aguda do membro. Quando a cirurgia é indicada e o doente tem boa veia safena, o tratamento preferencial é o bypass com veia safena reversa, geralmente associado à exclusão do aneurisma por ligadura proximal e distal. Essa abordagem costuma ter melhor perviedade a longo prazo do que as opções puramente endovasculares em muitos cenários, especialmente em pacientes com anatomia favorável e boa expectativa funcional. Por isso, a alternativa D é a correta: ela traz o limiar de 2,0 cm e a estratégia de exclusão com revascularização, que é o raciocínio clássico e mais aceito nas diretrizes. Em prova, vale lembrar da dupla: aneurisma poplíteo assintomático maior ou igual a 2 cm pensa em operar, e se houver veia safena adequada, o bypass autólogo costuma ser a escolha preferida. As outras alternativas tentam confundir com números mais altos, técnicas endovasculares ou procedimentos que não são a primeira linha nesse contexto. Em concurso, esse é um tema em que a banca gosta de testar se você sabe o limiar correto e não cai no encanto de stent para tudo.