No manejo do estado de mal asmático em pediatria, o medicamento de escolha para controle inicial da broncoespasmo é:
- A)brometo de ipratrópio por nebulização.
Errada, porque o brometo de ipratrópio é adjuvante na crise moderada/grave, mas não é a primeira escolha para controle inicial do broncoespasmo.
- B)corticoide sistêmico, como prednisolona oral.
Errada, porque o corticoide sistêmico é fundamental para reduzir inflamação e evitar progressão, porém não age como broncodilatador imediato.
- C)beta-agonista de curta duração, como salbutamol inalatório.
Certa, porque o beta-agonista de curta duração inalatório, como o salbutamol, é a medida inicial para reverter rapidamente o broncoespasmo.
- D)sulfato de magnésio intravenoso.
Errada, porque o sulfato de magnésio intravenoso fica para crises graves refratárias, como medida complementar.
- E)teofilina intravenosa em infusão contínua.
Errada, porque a teofilina intravenosa não é droga de escolha no manejo inicial e hoje tem papel bem limitado pelo perfil de efeitos adversos.
Gabarito: C
No estado de mal asmático em pediatria, a primeira medida para abrir o broncoespasmo é dar um beta-agonista de curta duração, geralmente o salbutamol inalatório. Ele age rápido, relaxando a musculatura brônquica e aliviando a obstrução do fluxo de ar, que é o que mais importa logo no começo da crise. É aquela medicação que entra em campo primeiro para tirar o pulmão do sufoco. Depois do controle inicial, entram os outros componentes do tratamento, como corticoide sistêmico, oxigênio e, conforme a gravidade e a resposta, ipratrópio, magnésio e outras medidas. Mas atenção: corticoide não é o broncodilatador de resgate imediato, ele ajuda a reduzir inflamação e prevenir piora e recaída, só que não resolve o broncoespasmo na hora. Por isso o gabarito é a alternativa C. Em prova, a lógica é simples: crise asmática grave pede broncodilatador de ação rápida primeiro, e o salbutamol inalatório é o clássico. As demais opções aparecem como adjuvantes ou situações especiais, mas não são a escolha inicial para o controle do broncoespasmo. Na prática clínica, isso bate com os protocolos pediátricos de manejo da asma aguda: beta-2 agonista inalatório é o tratamento inicial, associado a reavaliação frequente da gravidade e resposta. O segredo é não confundir "medicação importante" com "medicação de primeira linha".