Também denominada secretogranina I, constitui-se num grupo de proteínas presentes em vários tecidos neuroendócrinos. É um marcador tumoral com utilidade em neoplasias endócrinas, tipo feocromocitoma, síndrome carcinoide, carcinoma medular da tireoide, adenoma hipofisário, carcinoma de células ilhotas do pâncreas e na neoplasia endócrina múltipla. Trata-se do marcador tumoral:
- A)AFP (alfafetoproteína).
AFP é marcador ligado sobretudo a hepatocarcinoma e tumores germinativos, não ao perfil neuroendócrino descrito no enunciado.
- B)Cromogranina A.
Correta: a cromogranina A, também chamada secretogranina I, é marcador clássico de neoplasias neuroendócrinas.
- C)MCA (antígeno mucóide associado ao carcinoma).
MCA é usado mais em neoplasias mamárias, especialmente como marcador associado a carcinoma de mama, e não ao quadro apresentado.
- D)NMP 22 (proteína da matriz nuclear).
NMP 22 é marcador relacionado ao câncer de bexiga, principalmente carcinoma urotelial, sem relação com tumores endócrinos.
- E)Cyfra 21.1
Cyfra 21.1 é mais associado a carcinoma de pulmão, especialmente não pequenas células, e alguns outros tumores epiteliais.
Gabarito: B
A questão descreve a cromogranina A, também chamada de secretogranina I, uma proteína presente em grânulos secretores de células neuroendócrinas. Na prática, ela aparece como marcador tumoral em tumores que têm esse “jeito neuroendócrino” de funcionar, como feocromocitoma, síndrome carcinoide, carcinoma medular da tireoide, adenoma hipofisário, tumores de células das ilhotas pancreáticas e neoplasias endócrinas múltiplas. Ou seja, quando o tumor vem desse universo endocrinológico com comportamento secretor, a cromogranina A costuma entrar no radar.