A síndrome de Balint, que se caracteriza por ataxia óptica, apraxia óptica e simultaneoagnosia, ocorre por:
- A)lesões no quiasma de Vilgo.
Errada, porque lesão no quiasma costuma causar defeitos campimétricos, como hemianopsia bitemporal, e não a tríade da síndrome de Balint.
- B)lesões parieto-occipitais bilaterais.
Certa, pois a síndrome de Balint decorre de lesões parieto-occipitais bilaterais, com ataxia óptica, apraxia ocular e simultanagnosia.
- C)lesões na fronte de Gasgow.
Errada, porque uma lesão frontal não explica a síndrome de Balint; o quadro é de comprometimento posterior das áreas de associação visual.
- D)lesões nos nervos ópticos, bilateralmente.
Errada, porque lesões bilaterais dos nervos ópticos causam perda visual periférica ou cegueira, mas não o padrão visuoespacial típico de Balint.
- E)lesões no trato óptico esquerdo.
Errada, porque uma lesão unilateral do trato óptico esquerdo gera alteração de campo visual contralateral, e não a síndrome de Balint.
Gabarito: B
A síndrome de Balint é um quadro neurológico clássico em que a pessoa perde a capacidade de integrar visão com ação. Ela costuma aparecer com a tríade: ataxia óptica, apraxia ocular e simultanagnosia, ou seja, o paciente até enxerga, mas não consegue orientar bem a mão, controlar o olhar e perceber a cena como um todo. Isso acontece quando há lesões bilaterais na região parieto-occipital, especialmente nas áreas de associação visual. Essas áreas fazem a ponte entre o que o olho capta e o que o cérebro usa para localizar objetos no espaço e organizar o movimento direcionado a eles. Quando elas falham dos dois lados, a bagunça é completa. Por isso o gabarito é a letra B. Não é um problema do nervo óptico, nem do quiasma, nem de uma lesão unilateral do trato óptico. O ponto central aqui é a lesão bilateral posterior, que compromete a integração visuoespacial e gera exatamente o conjunto de sinais descrito. Na prática de prova, sempre que aparecer Balint, pense em lesão parieto-occipital bilateral e em dificuldade de coordenar visão e movimento. É uma daquelas síndromes em que o cérebro vê, mas não consegue usar o que viu direito. Meio cruel, mas bem cobrado.