Assinale a alternativa que apresenta corretamente a manifestação clínica típica da difteria:
- A)Presença de placas pseudomembranosas branco-acinzentadas aderentes que se instalam nas amígdalas e invadem estruturas vizinhas, podendo ocorrer na faringe, laringe, fossas nasais, conjuntiva, pele, conduto auditivo, vulva, pênis e cordão umbilical.
Certa, pois descreve a pseudomembrana branco-acinzentada aderente típica da difteria, com acometimento de amígdalas e outras mucosas.
- B)Sintomas gastrointestinais como diarreia, náuseas, vômitos e dor abdominal, seguidos de lesões cutâneas disseminadas com aspecto bolhoso e crostas escuras.
Errada, porque diarreia, náuseas, vômitos, lesões bolhosas e crostas escuras sugerem outros quadros infecciosos ou dermatológicos, não difteria.
- C)Febre alta persistente, tosse seca, dispneia, cianose, edema de membros inferiores e expectoração com pus e sangue.
Errada, pois febre alta, tosse, dispneia, cianose e expectoração purulenta com sangue são mais compatíveis com infecção respiratória grave, como pneumonia.
- D)Manifestações neurológicas como paralisia facial, rigidez de nuca, alterações do ritmo cardíaco e da respiração, graus variados de perturbação da consciência, incluindo o coma.
Errada, porque paralisias, alterações cardíacas e respiratórias podem ocorrer como complicações da toxina diftérica, mas não representam a manifestação clínica típica inicial.
Gabarito: A
A difteria é uma infecção bacteriana causada, em geral, pelo Corynebacterium diphtheriae, e a pista mais clássica na prova é a formação de pseudomembrana espessa, branco-acinzentada, aderente, que costuma surgir nas amígdalas e pode se estender para faringe, laringe, nariz e outros sítios. Não é uma placa qualquer: ela gruda de verdade e pode sangrar se você tentar remover, o que ajuda a diferenciar de quadros simples de amigdalite. O problema não fica só na garganta, porque a toxina diftérica pode gerar complicações sistêmicas importantes, especialmente miocardite e neuropatias periféricas. Por isso, a alternativa A está correta: ela descreve a manifestação clínica típica da difteria com bastante precisão, incluindo a pseudomembrana aderente e os possíveis locais de acometimento. Em provas, quando aparecer a ideia de "membrana branco-acinzentada aderente" em vias aéreas superiores, já acende a luz da difteria. A doença é prevenível por vacina e faz parte do calendário básico, o que costuma ser lembrado em contextos de saúde pública. As outras alternativas misturam quadros de doenças diferentes. Uma boa forma de estudar é pensar assim: difteria = pseudomembrana e toxina; neurologia e coração podem aparecer como complicações, mas não são a apresentação típica inicial. Em outras palavras, a banca quer que você reconheça o "cartão de visita" da doença, não um sintoma solto perdido no meio do caminho. Como base doutrinária, isso é compatível com a descrição clássica dos manuais de infectologia e vigilância epidemiológica do Ministério da Saúde, que destacam a pseudomembrana faríngea aderente como achado característico.