Com base nos estágios da Tromboangiite Obliterante quanto a sua localização e gravidade das manifestações clínicas, assinale a alternativa CORRETA que corresponde ao estágio em que há início de oclusão parcial das artérias, com queixa de claudicação intermitente na região plantar e/ou na musculatura posterior da perna, ou ainda, nos dedos do pé, relatada como sensação de adormecimento ao caminhar grandes distâncias ou rapidamente. Nesse estágio, o diagnóstico se baseará quase que exclusivamente nos sintomas; a história de flebites superficiais de repetição reforça essa possibilidade.
- A)Primeiro estágio.
Incorreta, porque o primeiro estágio costuma ser mais inicial e sem o quadro de claudicação por oclusão parcial já descrito no enunciado.
- B)Quarto estágio.
Incorreta, pois o quarto estágio é o mais grave, com isquemia avançada, dor em repouso, ulceração ou gangrena.
- C)Terceiro estágio.
Incorreta, porque o terceiro estágio já indica doença mais avançada, com sofrimento isquêmico importante, e não apenas claudicação aos esforços.
- D)Segundo estágio.
Correta, pois descreve o início de oclusão parcial das artérias com claudicação intermitente e diagnóstico baseado principalmente nos sintomas e na história clínica.
Gabarito: D
A Tromboangiite Obliterante, também chamada de doença de Buerger, é uma vasculite inflamatória e trombótica que acomete principalmente artérias e veias de pequeno e médio calibre, muito associada ao tabagismo. Na prática de prova, o que mais importa é reconhecer a sequência clínica dos estágios: primeiro aparecem sintomas mais discretos, depois vem a oclusão parcial com claudicação, e só mais tarde surgem isquemia grave, dor em repouso e até gangrena. O enunciado descreve exatamente o estágio em que já existe início de oclusão parcial das artérias, com claudicação intermitente na planta do pé, musculatura posterior da perna ou nos dedos, além de sensação de adormecimento ao caminhar longas distâncias ou rapidamente. Esse quadro é típico do segundo estágio, quando o diagnóstico ainda depende quase todo da clínica, porque os exames podem ser pouco específicos no começo. Outro ponto clássico é a história de flebites superficiais de repetição, que reforça bastante a hipótese de tromboangiite obliterante. Então, quando a questão mistura claudicação, parestesia ao esforço e oclusão parcial, você já pensa em fase intermediária da doença, não nas fases iniciais sem sintomas e nem nas fases avançadas com dor intensa e necrose. Por isso, o gabarito D está correto: o quadro descrito corresponde ao segundo estágio da doença. Em termos doutrinários, a classificação por estágios é baseada na progressão da isquemia e na intensidade dos sintomas, o que a banca costuma cobrar de forma bem direta e clínica.