Analise as afirmativas a seguir: I. O tromboembolismo pulmonar se trata de uma doença relativamente comum, potencialmente fatal e que requer diagnóstico rápido e preciso. II. Apesar das inovações tecnológicas na medicina que permitiram avanços em seu tratamento, ele constitui um paradoxo para a área da saúde, uma vez que à medida que ocorre o progresso medicinal, maior é o número de situações que predispõem ao embolismo. Marque a alternativa CORRETA:
- A)As duas afirmativas são verdadeiras.
Correta, porque as duas afirmativas estão de acordo com a realidade clínica do tromboembolismo pulmonar.
- B)A afirmativa I é verdadeira, e a II é falsa.
Errada, porque a afirmativa II também é verdadeira.
- C)A afirmativa II é verdadeira, e a I é falsa.
Errada, porque a afirmativa I também é verdadeira.
- D)As duas afirmativas são falsas.
Errada, porque nenhuma das duas afirmativas é falsa.
Gabarito: A
O tromboembolismo pulmonar (TEP) é uma emergência médica clássica: pode aparecer de forma súbita, evoluir rapidamente e, se não for reconhecido a tempo, pode ser fatal. Por isso, na prática e nas provas, ele sempre vem associado à ideia de diagnóstico rápido e preciso. O quadro pode variar bastante, indo de falta de ar e dor torácica até colapso hemodinâmico, o que exige atenção clínica. A afirmativa I está correta porque o TEP é realmente uma doença relativamente comum e potencialmente grave, com impacto importante em mortalidade e morbidade. Na doutrina médica, isso aparece como um dos grandes diagnósticos diferenciais de dispneia aguda e dor torácica, justamente pela necessidade de agir cedo. A afirmativa II também está correta. O avanço da medicina aumentou a sobrevida de pacientes e o número de procedimentos, internações e situações de imobilidade, cirurgias e uso de terapias associadas ao risco trombótico. Em outras palavras, o progresso trata melhor muitas doenças, mas também cria mais cenários favoráveis à trombose e ao embolismo, o que explica esse paradoxo mencionado no enunciado. Assim, o gabarito A está certo porque as duas ideias estão de acordo com o conhecimento médico atual sobre tromboembolismo pulmonar: doença frequente, potencialmente letal e cada vez mais relevante no contexto de uma medicina moderna que gera mais fatores de risco.