Admita como verdadeira a seguinte informação: Todos os convidados para a minha festa de aniversário gostam de vinho. Portanto, também é sempre verdade que
- A)Algum convidado para a minha festa de aniversário não gosta de vinho.
Errada, porque a frase original não permite dizer que existe convidado que não goste de vinho, e isso contradiz a premissa.
- B)Alguém que não gosta de vinho foi convidado para a minha festa de aniversário.
Errada, porque a informação dada não afirma que haja alguém não apreciador de vinho entre os convidados; na verdade, isso é impossível pela premissa.
- C)Todo aquele que gosta de vinho foi convidado para a minha festa de aniversário.
Errada, porque a frase original não diz que quem gosta de vinho foi convidado, apenas que todo convidado gosta de vinho.
- D)Todo aquele que não gosta de vinho não foi convidado para a minha festa de aniversário.
Certa, pois é a contrapositiva lógica de "todo convidado gosta de vinho": quem não gosta de vinho não foi convidado.
Gabarito: D
A frase dada tem a estrutura: "Se alguém foi convidado para minha festa, então essa pessoa gosta de vinho". Em lógica, isso é uma implicação: convidado -> gosta de vinho. Quando isso acontece, a forma equivalente que costuma aparecer em prova é a contrapartida: "Se alguém não gosta de vinho, então não foi convidado". Essa troca é clássica e vale sempre, sem mudar o valor lógico da afirmação. Perceba o truque: a questão não está dizendo que todo mundo gosta de vinho, nem que todo apreciador de vinho foi convidado. Ela só fala dos convidados. Então, se uma pessoa não gosta de vinho, ela não pode estar dentro do grupo dos convidados, porque isso contradiz a informação inicial. Por isso, a alternativa correta é a D. Ela reescreve exatamente a contrapartida da proposição original: convidados gostam de vinho, logo quem não gosta de vinho não foi convidado. Em raciocínio lógico, esse tipo de transformação é muito cobrado e não depende de "senso comum", mas da equivalência entre uma implicação e sua contrapositiva. Resumo de prova: do formato "todo A é B" você pode concluir "todo não B é não A". Aqui, "todo convidado gosta de vinho" leva a "todo não apreciador de vinho não é convidado". É matemática com cara de conversa de festa.