Em certo município, a prefeitura subsidia o consumo de energia elétrica de modo que a cobrança mensal para qualquer residência é fixada em R$ 120,00, desde que o consumo no mês tenha sido de, no máximo, 300 kWh. Para consumos mensais acima desse valor, deve-se pagar, além do valor fixo supracitado, R$ 0,45 por kWh excedente. A expressão algébrica que corresponde ao valor a ser pago no mês (V) por uma residência cujo consumo mensal de energia é c, com c > 300 kWh é
- A)V = 0,45c − 300,00
Errada, porque ao descontar o consumo inicial de 300 kWh, o termo constante não pode ser -300, já que o valor fixo de R$ 120,00 também entra na conta.
- B)V = 0,45c + 300,00
Errada, porque somar 300 ao valor variável ignora a tarifa fixa e ainda não representa o abatimento do consumo já coberto pelos 300 kWh.
- C)V = 0,45c − 135,00
Errada, porque o termo constante foi montado de forma incorreta; a simplificação da expressão do enunciado não gera -135.
- D)V = 0,45c + 15,00
Errada, porque o acréscimo fixo não é R$ 15,00 quando se monta a expressão a partir de 120 + 0,45(c - 300).
- E)V = 0,45c− 15,00
Certa, pois V = 120 + 0,45(c - 300) = 0,45c - 15.
Gabarito: E
Aqui a ideia é montar a conta em duas partes: primeiro o valor fixo da conta, depois o adicional pelo que passar de 300 kWh. Até 300 kWh, a residência paga R$ 120,00; se o consumo for maior, o excedente é cobrado a R$ 0,45 por kWh. Como o consumo é c e c > 300, o excedente é c - 300. Então o total pago fica V = 120 + 0,45(c - 300). Essa é a forma algébrica correta do enunciado, sem mistério e sem mágica de planilha. Agora é só simplificar: V = 120 + 0,45c - 135 = 0,45c - 15. Ou seja, o valor aumenta com o consumo, mas começa com um ajuste que desconta o trecho já incluído na tarifa fixa. Esse tipo de questão cobra leitura atenta da regra da tarifa e organização da expressão. Em matemática de concurso, muitas vezes o segredo não é inventar fórmula nova, mas traduzir o texto para a expressão certa.