No 1º dia de cada mês, ao receber o seu salário, Umberto avalia o seu poder de compras verificando quantas balas de tamarindo ele poderia comprar na mercearia do “seu” Antônio gastando toda a sua remuneração mensal. No dia 01 de novembro de 2024, seu salário inteiro compraria 1.600 dessas balas. No dia 01 de dezembro de 2024, ele recebeu um salário 26% maior. Naturalmente, imaginou que teria a capacidade de comprar 26% a mais de balas. Entretanto, quando chegou à mercearia, descobriu que o preço da bala de tamarindo havia aumentado 5%. É correto concluir que, no dia 01 de dezembro de 2024, o salário de Umberto seria suficiente para comprar
- A)1.920 balas de tamarindo.
Correta, pois 1600 x (1,26/1,05) = 1920 balas.
- B)1.936 balas de tamarindo.
Errada, porque 1.936 nao corresponde ao fator real de aumento do poder de compra.
- C)1.950 balas de tamarindo.2.000 balas de tamarindo.
Errada, pois 1.950 nao resulta da relação entre aumento de salário e aumento de preço.
- D)2.000 balas de tamarindo.
Errada, porque 2.000 balas seria um ganho de 25%, e o ganho real foi menor.
- E)2.016 balas de tamarindo.
Errada, pois 2.016 balas nao bate com a multiplicação 1600 x 1,2.
Gabarito: A
Quando o salário aumenta e o preço também sobe, voce nao soma as porcentagens: voce compara os efeitos multiplicando os fatores de variação. Aqui, o salário passou a valer 1,26 do original, enquanto cada bala passou a custar 1,05 do preço anterior. Entao, o poder de compra virou 1,26/1,05 = 1,2, ou seja, 20% a mais de balas. Se antes Umberto conseguia comprar 1.600 balas, agora ele consegue comprar 1.600 x 1,2 = 1.920 balas. Repare no detalhe importante: a alta de 26% no salário nao foi anulada pela alta de 5% no preço, mas reduzida pelo preço maior. Ainda assim, o saldo final foi positivo. Esse tipo de conta aparece muito em provas da FGV, que gosta de testar se voce sabe aplicar porcentagens sucessivas sem cair na armadilha de somar tudo no olho. A ideia correta é trabalhar com fatores multiplicativos, nao com “conta de padaria” emocional.