Analise a seguinte situação. Um indígena foi ao banco e fez um empréstimo de R$ 5.000,00, a uma taxa de juros simples; após 10 meses, pagou um montante de R$ 6.400,00 e quitou sua dívida. A taxa mensal de juros simples cobrada pelo Banco é de:
- A)0,9%.
Errada, porque 0,9% ao mês não produz R$ 1.400,00 de juros em 10 meses sobre R$ 5.000,00.
- B)1,4%.
Errada, porque 1,4% ao mês ainda fica abaixo da taxa necessária para gerar o montante informado.
- C)2,8%.
Certa, pois J = 6400 - 5000 = 1400 e, em juros simples, i = 1400 / (5000 x 10) = 0,028 = 2,8% ao mês.
- D)4,2%.
Errada, porque 4,2% ao mês faria os juros ultrapassarem o valor informado no enunciado.
- E)3,2%.
Errada, porque 3,2% ao mês também não corresponde ao juro total obtido após 10 meses.
Gabarito: C
Em juros simples, o cálculo é bem direto: os juros crescem sempre sobre o valor inicial, sem aquela história de “juros sobre juros”. A fórmula mais usada é J = C x i x t, em que J é o juro, C é o capital, i é a taxa e t é o tempo. Aqui, o capital foi de R$ 5.000,00 e, após 10 meses, o montante foi de R$ 6.400,00, então os juros pagos foram de R$ 1.400,00. Agora é só isolar a taxa: i = J / (C x t) = 1400 / (5000 x 10) = 1400 / 50000 = 0,028. Convertendo para porcentagem, isso dá 2,8% ao mês. Simples e sem drama bancário. Logo, o gabarito é a alternativa C. O ponto-chave é perceber que o montante inclui capital + juros, então primeiro você encontra o juro total e depois divide pelo capital e pelo tempo.