Considere como verdadeiras as sentenças a seguir. • Casemiro é vascaíno ou Raquel é flamenguista. • Se Raquel é flamenguista, então Rosa é botafoguense. • Rosa não é botafoguense. É correto concluir que
- A)se Casemiro é vascaíno, então Raquel é flamenguista.
Errada: das premissas não decorre que, se Casemiro for vascaíno, Raquel seja flamenguista; na verdade, o que se afasta é justamente a flamenguista.
- B)se Casemiro não é vascaíno, então Rosa é botafoguense.
Certa: como as premissas levam a Casemiro vascaíno, o antecedente "Casemiro não é vascaíno" fica falso e a implicação resulta verdadeira.
- C)Casemiro não é vascaíno ou Raquel é flamenguista.
Errada: a frase altera a estrutura da primeira premissa e não é uma consequência lógica dela.
- D)Casemiro é vascaíno e Rosa é botafoguense.
Errada: as premissas levam a Rosa não botafoguense, não o contrário.
- E)se Raquel não é flamenguista, então Casemiro não é vascaíno.
Errada: de "Raquel não é flamenguista" não se conclui, necessariamente, que Casemiro não é vascaíno.
Gabarito: B
A questão trabalha com lógica proposicional clássica, especialmente duas ideias que caem muito em prova: modus tollens e disjunção. Se você tem "Se Raquel é flamenguista, então Rosa é botafoguense" e também "Rosa não é botafoguense", então você conclui, pelo modus tollens, que Raquel não é flamenguista. Até aí, a lógica já fez o serviço pesado. Agora vem a primeira frase: "Casemiro é vascaíno ou Raquel é flamenguista". Como você já descobriu que Raquel não é flamenguista, sobra Casemiro é vascaíno. Ou seja, as premissas empurram você para a conclusão de que Casemiro é vascaíno e Raquel não é flamenguista. A alternativa B diz: "se Casemiro não é vascaíno, então Rosa é botafoguense". Como as premissas levam à afirmação de que Casemiro é vascaíno, o antecedente "Casemiro não é vascaíno" fica falso dentro desse cenário. Em lógica, uma implicação com antecedente falso é verdadeira. Por isso, B é correta. Em linguagem de concurso: você não precisa decorar torcidas, precisa organizar as setas. A banca quer ver se você percebe que uma condicional pode ser considerada verdadeira quando a situação que ela proíbe já foi descartada pelas premissas.