Em julho o preço de um produto teve um aumento de 30% em relação ao preço de junho. Em agosto, como as vendas haviam caído, seu preço diminuiu em 10% em relação ao preço de julho. Em relação ao preço de junho, o preço de agosto desse produto teve um aumento real de:
- A)15%.
Errada, porque 15% não resulta da combinação de 30% de alta com 10% de queda aplicada depois.
- B)16%.
Errada, pois 16% seria um resultado intermediário de conta mal feita, sem usar os fatores percentuais corretamente.
- C)17%.
Certa, porque 1,30 x 0,90 = 1,17, o que representa aumento total de 17% em relação a junho.
- D)18%.
Errada, já que 18% superestima o efeito líquido das duas variações percentuais.
- E)20%.
Errada, porque 20% é o resultado de pensamento linear indevido, como se bastasse subtrair os percentuais sem compor as variações.
Gabarito: C
Quando o enunciado fala em aumento e depois em redução percentual, você não soma as porcentagens como se fossem moedas soltas no bolso. Aqui, o correto é transformar cada variação em fator: aumento de 30% vira multiplicar por 1,30, e redução de 10% vira multiplicar por 0,90. Percentual em sequência trabalha assim mesmo: um reajuste incide sobre o valor já alterado, não sobre o preço original. Se o preço de junho for 100, em julho ele passa a 130. Em agosto, o preço cai 10% sobre 130, então fica 117. Comparando agosto com junho, houve variação de 17% para cima. É aquela conta clássica em que o produto "subiu, depois deu uma beliscada para baixo", mas ainda terminou acima do ponto de partida. Logo, o aumento real em relação a junho é de 17%, que corresponde à alternativa C. Esse tipo de questão é muito comum em concursos porque testa se você entende que variações percentuais sucessivas não se anulam de forma direta.