Uma moeda, quando lançada, pode dar cara ou coroa e a probabilidade de cada um desses possíveis resultados é 0,5. A moeda é lançada uma vez e o resultado é cara. Se essa moeda for lançada novamente, a probabilidade de que o novo resultado seja coroa é
- A)0.
Errada, porque o fato de ter saído cara antes não torna impossível sair coroa no novo lançamento.
- B)1/4.
Errada, pois 1/4 seria uma probabilidade de evento composto, não a chance simples de uma nova jogada independente.
- C)1/2.
Certa, porque o segundo lançamento é independente do primeiro e mantém probabilidade 1/2 para coroa.
- D)1.
Errada, porque não há garantia de coroa no segundo lançamento; a probabilidade não é 100%.
Gabarito: C
Aqui entra um ponto básico, mas que derruba muita gente: em lançamentos de moeda, se cada jogada é independente, o resultado anterior não muda a chance do próximo. Ou seja, sair cara na primeira vez não “vicia” a moeda nem força a segunda a ser diferente. Cada lançamento continua com 0,5 para cara e 0,5 para coroa. Isso é a ideia de independência em probabilidade: um evento não altera o outro. Então, se a moeda foi lançada uma vez e deu cara, a probabilidade de no novo lançamento sair coroa continua sendo 0,5. Não importa o que aconteceu antes, porque a moeda não tem memória. Em outras palavras, a segunda jogada começa do zero, como se a primeira nem tivesse existido. Por isso, o gabarito é a alternativa C. A chance pedida é exatamente 1/2, ou 50%. A FGV adora testar essa armadilha: misturar resultado anterior com probabilidade do próximo evento. Mas, se os eventos são independentes, o passado só serve para a história - não para mudar a conta.