Benedito determinou em testamento que a quantia que estava na sua poupança fosse dividida entre seus 4 filhos, em ordem decrescente de idade, da seguinte forma: 1/3 para o primeiro, 1/4 para o segundo, 1/5 para o terceiro e 1/6 para o quarto. Determinou ainda que a quantia restante fosse dada ao advogado que cuidou da questão. A fração do total que o advogado recebeu foi
- A)1/10.
Errada, porque 1/10 não corresponde ao restante depois de somar as quatro frações distribuídas.
- B)1/12.
Errada, pois o valor que sobra é menor do que 1/12.
- C)1/15.
Errada, já que a soma das partes dos filhos deixa um resto menor do que 1/15.
- D)1/18.
Errada, porque o restante da divisão não é 1/18.
- E)1/20.
Certa, pois a soma das frações dos filhos é 19/20 do total, sobrando 1/20 para o advogado.
Gabarito: E
Quando a questão fala em dividir uma quantia entre várias pessoas e depois entregar o restante a alguém, a conta é sempre a mesma: somar as partes já distribuídas e subtrair do total. Aqui, os quatro filhos receberam 1/3, 1/4, 1/5 e 1/6 da poupança. Parece pouca coisa, mas essas frações juntas comem quase tudo da pizza. Vamos colocar tudo no mesmo denominador. O mínimo múltiplo comum de 3, 4, 5 e 6 é 60. Então: 1/3 = 20/60, 1/4 = 15/60, 1/5 = 12/60 e 1/6 = 10/60. Somando, temos 20/60 + 15/60 + 12/60 + 10/60 = 57/60, isto é, 19/20 do total. Como o advogado recebeu o que sobrou, fazemos 1 - 19/20 = 1/20. Pronto: a fração destinada ao advogado é 1/20. Em questões assim, a banca gosta de testar se você soma frações com calma e não cai na tentação de somar os denominadores. O segredo é sempre transformar tudo para um denominador comum e só depois operar. É o básico bem cobrado, com cara de pegadinha elegante.