Determinada prefeitura realizou uma pesquisa com 1.000 funcionários sobre seu domínio em relação ao uso de computadores e smartphones. Como resultado, a pesquisa apresentou os seguintes dados: I. 600 funcionários têm domínio de smartphones; II. 500 funcionários têm domínio de computadores; e III. 100 funcionários não têm domínio de nenhum dos dois aparelhos. Ao escolher um dos funcionários aleatoriamente e, ainda, perceber que ele não tem domínio em relação ao uso de computadores, qual a probabilidade do funcionário ter domínio em relação ao uso de smartphone?
- A)40%.
Errada, porque 40% não corresponde à razão entre os que dominam smartphone e os que não dominam computador.
- B)60%.
Errada, porque 60% seria uma conta feita sem considerar corretamente a condição dada no enunciado.
- C)80%.
Certa, pois entre os 500 funcionários que não dominam computadores, 400 dominam smartphones, resultando em 400/500 = 80%.
- D)85%.
Errada, porque 85% superestima a chance e não bate com os dados de interseção entre os dois conjuntos.
Gabarito: C
Essa questão mistura dois clássicos da probabilidade: diagrama de Venn e probabilidade condicional. A ideia é simples: primeiro você organiza os grupos, depois calcula a chance pedida dentro do grupo certo. Nada de sair dividindo por 1.000 sem pensar, porque a pergunta mudou o foco no meio do caminho. Temos 1.000 funcionários no total, e 100 não dominam nenhum dos dois aparelhos. Então, 900 dominam pelo menos um deles. Como 600 dominam smartphones e 500 dominam computadores, a interseção é 200, pois 600 + 500 - 200 = 900. Agora vem o detalhe principal: a questão quer a probabilidade de dominar smartphone, sabendo que a pessoa não domina computadores. Se 500 dominam computadores, então 500 não dominam computadores. Dentre esses 500, quantos dominam smartphone? São 400, porque 600 dominam smartphone no total e 200 dominam ambos. Assim, a probabilidade pedida é 400/500 = 80%. Portanto, o gabarito é a alternativa C. Em probabilidade condicional, o segredo é sempre olhar para o grupo reduzido indicado no enunciado, como se o resto do universo tivesse sido apagado por um clique de mouse.