De acordo com a Organização Mundial da Saúde – OMS, para cada real investido em saneamento básico gera uma economia de R$ 9,00 em saúde. Considere um município X que possui um gasto anual com saneamento básico de R$ 5 milhões e em saúde de R$ 12 milhões. Se este município, ao tomar conhecimento dessa informação da OMS, decidir aumentar seu investimento em saneamento básico para R$ 6 milhões, qual será o novo valor a ser investido com saúde levando-se em conta apenas a estimativa da OMS?
- A)R$ 3 milhões.
Correta, porque o aumento de R$ 1 milhão em saneamento gera economia de R$ 9 milhões em saúde, reduzindo o gasto de R$ 12 milhões para R$ 3 milhões.
- B)R$ 6 milhões.
Errada, porque R$ 6 milhões não é o novo gasto com saúde, e sim o novo investimento em saneamento.
- C)R$ 8 milhões.
Errada, porque a economia gerada não leva o gasto para R$ 8 milhões; o valor deve ser reduzido em R$ 9 milhões.
- D)R$ 10 milhões.
Errada, porque a estimativa da OMS não manda somar gasto em saúde, e sim descontar a economia produzida pelo aumento no saneamento.
Gabarito: A
A questão trabalha uma ideia bem comum em Matemática financeira e proporcionalidade: se uma ação gera economia em outra, você precisa comparar a variação, e não apenas os valores absolutos. Aqui, a OMS informa que para cada R$ 1 investido em saneamento básico, há uma economia de R$ 9 em saúde. Isso significa uma relação direta de 1 para 9, com efeito de redução nos gastos com saúde. No município, o investimento em saneamento passa de R$ 5 milhões para R$ 6 milhões. Portanto, houve aumento de R$ 1 milhão nessa área. Pela estimativa da OMS, esse aumento gera economia de R$ 9 milhões na saúde. É aqui que muita gente escorrega: não se soma os 9 milhões ao gasto com saúde, mas se subtrai a economia estimada. Como o gasto inicial com saúde era de R$ 12 milhões, basta diminuir R$ 9 milhões. Então o novo gasto com saúde será de R$ 3 milhões. Por isso, o gabarito é a alternativa A. Em provas, esse tipo de enunciado costuma exigir leitura atenta da relação entre investimento e economia. A conta é curta, mas a interpretação é a parte que mais derruba candidatos.