Considere a seguinte estrutura lógica: • Todo contador possui graduação. • Márcio não é contador. • João não possui graduação. • Pedro é contador. Com base nessas proposições, pode-se concluir que:
- A)João não é contador e Pedro possui graduação.
Correta, porque João não possui graduação, então não pode ser contador, e Pedro é contador, logo possui graduação.
- B)Márcio não possui graduação e João não é contador.
Errada, porque nada permite concluir que Márcio não possui graduação, embora seja possível afirmar que João não é contador.
- C)Márcio não possui graduação e Pedro possui graduação.
Errada, porque também não há base para afirmar a graduação de Márcio, apesar de Pedro possuir graduação.
- D)Pedro possui graduação e Márcio não possui graduação.
Errada, porque Pedro possui graduação, mas a segunda parte não pode ser concluída a partir das premissas dadas.
Gabarito: A
Nesta questão, a ideia central é bem simples: se todo contador possui graduação, então ser contador puxa, obrigatoriamente, a condição de ter graduação. Em linguagem de prova, isso é uma implicação do tipo "todo A é B": quando alguém está em A, necessariamente está em B. O contrário não vale automaticamente, então cuidado para não sair distribuindo graduação para todo mundo no impulso. Aplicando isso aos nomes da questão: Pedro é contador, logo Pedro possui graduação. Márcio não é contador, então não dá para concluir nada seguro sobre a graduação dele apenas com as informações dadas. Já João não possui graduação, e como todo contador possui graduação, João não pode ser contador. Essa é a chave do raciocínio. Assim, a conclusão correta é que João não é contador e Pedro possui graduação. Perceba que a questão testa exatamente a leitura correta da relação "todo contador possui graduação" e a contraposição prática: se a pessoa não tem graduação, ela não pode ser contador. Esse tipo de raciocínio é muito comum em provas de Lógica da banca CONSULPLAN, que gosta de trocar a ordem das ideias para ver se você cai no atalho errado.