Considere que, quando Carlos, agente de pesquisas por telefone, realiza uma chamada telefônica, a chance de que a sua chamada não seja atendida seja de 20% e que, se a chamada for atendida, a chance de que ele obtenha respostas verdadeiras seja de 60%. Nessa situação, a probabilidade de Carlos obter respostas verdadeiras em uma dada chamada telefônica é igual a
- A)12%.
Errada, porque 12% seria resultado de usar apenas 20% x 60%, mas os 20% representam a chamada não atendida, que não leva a respostas verdadeiras.
- B)48%.
Certa, pois a chance de a chamada ser atendida é 80% e, dentre essas, 60% geram respostas verdadeiras, então 0,8 x 0,6 = 48%.
- C)60%.
Errada, porque 60% é só a chance de resposta verdadeira depois que a ligação foi atendida, não a chance final pedida.
- D)80%.
Errada, porque 80% é apenas a chance de a chamada ser atendida, e o enunciado pede a chance de obter respostas verdadeiras, que depende de mais uma etapa.
- E)88%.
Errada, porque 88% não surge da combinação correta das probabilidades dadas no enunciado.
Gabarito: B
Em probabilidade, quando o enunciado traz duas etapas seguidas, a ideia é simples: você calcula a chance de cada etapa acontecer e multiplica. Aqui, primeiro pode acontecer de a chamada ser atendida ou não. Como 20% não são atendidas, sobra 80% de chance de a chamada ser atendida. Se a chamada for atendida, aí entra a segunda informação: a chance de obter respostas verdadeiras é de 60%. Então a probabilidade pedida não é só 60%, porque isso vale apenas depois que a ligação foi atendida. Você precisa considerar o caminho completo: atender + responder verdadeiramente. Fazendo a conta: 80% vezes 60% = 0,8 x 0,6 = 0,48, ou seja, 48%. É exatamente o tipo de questão que o CESPE gosta: mistura leitura atenta com conta curta, mas pega quem esquece de encadear os eventos. Não há aqui um fundamento jurídico, porque o tema é puramente matemático. O raciocínio correto é o da probabilidade composta, muito comum em eventos sucessivos.