Al discutir el concepto de “competencia intercultural”, Kramsch (2017) resalta que este recibió un nuevo significado con el uso de la comunicación mediada por computadores (CMC). Desde el punto de vista de la autora, el uso creciente de la CMC para desarrollar la competencia comunicativa en L2 ha
- A)conducido a un aprovechamiento profundo de las diferencias culturales de los participantes de las conversaciones en línea.
Errada, porque exagera ao falar em aproveitamento profundo das diferenças culturais, algo que não é o foco central do trecho sobre CMC e L2.
- B)permitido la construcción de diferentes interpretaciones sobre eventos históricos propios de los países de origen de los participantes de las conversaciones en línea.
Errada, pois inventa a ideia de interpretações sobre eventos históricos, tema que não aparece na argumentação apresentada.
- C)abierto nuevas posibilidades de mejoramiento de dicha competencia, pero no se configura como un espacio de colaboración mutua.
Errada, porque contradiz a lógica do texto ao negar a colaboração mútua, justamente um efeito esperado da interação mediada.
- D)promovido una inmersión cultural de los participantes de las interacciones en línea con foco en la negociación de diferentes cosmovisiones.
Errada, já que fala em imersão cultural e negociação de cosmovisões, mas o trecho destaca principalmente a prática comunicativa e a fluidez online.
- E)propiciado una reorientación del aprendizaje de lenguas, en la búsqueda de fluidez conversacional y la habilidad de conversar en línea.
Certa, porque expressa a reorientação do ensino de línguas para a fluidez conversacional e a habilidade de conversar em linha, exatamente como a autora sugere.
Gabarito: E
A questão gira em torno da ideia de “competencia intercultural” em ambientes digitais, especialmente na comunicação mediada por computadores (CMC). Para Kramsch, o contato em rede não serve apenas para trocar informação: ele muda a forma como se aprende língua, porque coloca o estudante em interação real, com pessoas, contextos e sentidos diversos. Em vez de pensar a língua só como gramática, a CMC amplia o cenário para a conversação, a negociação de sentidos e a prática de comunicar-se em situações autênticas. Nesse ponto, a autora destaca que o uso crescente da CMC na aprendizagem de L2 reorienta o processo: a prioridade deixa de ser apenas decorar estruturas e passa a ser desenvolver fluidez conversacional e habilidade de conversar em linha. Em outras palavras, a tecnologia abre espaço para praticar a língua de modo mais dinâmico, com interação contínua e mais próxima do uso social real. Por isso, o gabarito é a letra E. Ela traduz exatamente essa mudança de foco: do ensino centrado só no conteúdo linguístico para um aprendizado voltado à comunicação efetiva em ambientes digitais. Não é uma questão de “decorar teoria”, é de saber para que a CMC serve na visão da autora: ampliar as possibilidades de aprender e usar a língua em conversa, colaboração e troca significativa. Então, se você viu uma alternativa falando em fluidez, conversa online e reorientação do aprendizado de línguas, acendeu a luz certa. Em leitura de texto, especialmente na VUNESP, o segredo é localizar a ideia central do trecho e não se distrair com palavras bonitas que parecem profundas, mas mudam o foco do argumento.