La opción que presenta un tratamiento que respete la variación con relación al leísmo, loísmo o laísmo es:
- A)“laísmo. 1. Es el uso impropio de la(s) en función de complemento indirecto femenino, en lugar de le(s), que es la forma a la que corresponde.”
Errada, porque define o laísmo de forma reducionista e confusa, misturando a função de complemento indireto com uma formulação que não respeita bem a descrição gramatical da variação.
- B)“Los pronombres le, la, lo y sus correspondientes plurales son motivo de dudas y no es raro que se usen impropiamente en lo que se conoce como leísmo, laísmo y loísmo, respectivamente.“
Errada, porque apresenta leísmo, laísmo e loísmo como se fossem simplesmente usos improprios de le, la e lo, sem nuance sobre a variação regional e a descrição normativa.
- C)“El loísmo es la desviación de los usos pronominales menos común de todas. El loísmo consiste en usar lo en lugar de le para el dativo con antecedente masculino o neutro.”
Errada, porque embora descreva o loísmo, afirma que ele é a desviación menos comum de todas, o que é uma generalização pouco segura e não é a formulação mais adequada da questão.
- D)“Junto al uso "etimológico", existe en el español un conjunto de empleos divergentes, conocidos como leísmo, laísmo y loísmo”.
Certa, porque reconhece o uso etimológico e, ao mesmo tempo, os empregos divergentes chamados leísmo, laísmo e loísmo, respeitando a variação do espanhol.
- E)“En el Esbozo de una nueva gramática de la lengua española (RAE, 1973) se condena el leísmo referido a cosa, pero se permite el referido a persona masculina singular; el leísmo plural siempre ha sido censurado por la Academia”.
Errada, porque mistura um dado normativo histórico com uma formulação absoluta sobre censura acadêmica, sem ser a opção mais fiel ao tratamento da variação pedido no enunciado.
Gabarito: D
Leísmo, laísmo e loísmo são nomes dados a usos pronominais diferentes do padrão etimológico: o espanhol normativo espera le/les para complemento indireto e lo/la/los/las para complemento direto, mas em algumas variedades esses pronomes aparecem “trocados”. Isso faz parte da variação do espanhol, especialmente em certas áreas da Espanha, e a descrição gramatical atual costuma registrar o fenômeno com cuidado, sem tratar tudo como simples erro em qualquer contexto. A questão pede a opção que respeita essa variação no tratamento do assunto. A D faz isso porque fala em “junto al uso etimológico” e reconhece “un conjunto de empleos divergentes, conocidos como leísmo, laísmo y loísmo”. Ou seja, não condena de forma absoluta nem simplifica demais: apresenta o uso padrão e, ao lado dele, os usos divergentes que existem no espanhol real. As demais alternativas escorregam porque definem os fenômenos de modo impreciso ou com afirmações absolutas demais. Em prova da FGV, o detalhe importa muito: ela costuma cobrar a ideia de norma x uso efetivo, e não só a etiqueta do fenômeno. Como base doutrinária, vale a orientação da RAE e da ASALE nas gramáticas e no DPD: os fenômenos são reconhecidos como variações de emprego pronominal, com diferentes graus de aceitação conforme a região e a construção. Então, a correta é a que descreve o tema sem “carimbar” tudo como errado de maneira simplista.