Respecto al abordaje de los objetivos de enseñanza de Lenguas Extranjeras en la Ed. Básica en las Orientações Curriculares do Ensino Médio (OCEM), de 2006, es correcto afirmar que
- A)su objetivo es ofrecerle conocimiento hasta que sea un “ser completo y formado”.
Errada: as OCEM não dizem que o objetivo é formar um "ser completo e formado", expressão que não corresponde ao texto normativo.
- B)su función no es la formación personal de los aprendices como ciudadanos.
Errada: a formação pessoal e cidadã do estudante é parte central da proposta das OCEM, não algo descartado.
- C)se puede desconsiderar objetivos educaciones y culturales.
Errada: os objetivos educacionais e culturais são valorizados no documento e não podem ser desconsiderados.
- D)se recuerda con mayor frecuencia el objetivo lingüístico.
Certa: as OCEM destacam que, na prática, o objetivo linguístico é o mais frequentemente lembrado no ensino de línguas estrangeiras.
- E)los objetivos de la enseñanza en escuelas regulares son los mismos que los objetivos de las escuelas de idiomas.
Errada: a escola regular tem finalidades mais amplas do que uma escola de idiomas, então os objetivos não são os mesmos.
Gabarito: D
Nas OCEM de 2006, a Língua Estrangeira no Ensino Médio não aparece como um simples treino de gramática ou de conversação. A ideia é mais ampla: a disciplina deve contribuir para a formação do estudante, articulando dimensões linguísticas, culturais, educacionais e cidadãs. Em outras palavras, aprender espanhol na escola não é só "falar bonito", mas entender o mundo e participar dele com mais criticidade. Por isso, o texto das OCEM chama atenção para o fato de que, na prática escolar, o objetivo linguístico costuma ser o mais lembrado. É o velho reflexo de reduzir a disciplina a vocabulário, estruturas e tradução, como se isso esgotasse o ensino da língua. A banca FGV gosta exatamente desse contraste entre o documento oficial e o uso reducionista que muitas vezes se faz dele. O gabarito é a letra D porque ela retoma essa observação das OCEM: entre os objetivos da Língua Estrangeira, o que aparece com maior frequência, historicamente, é o linguístico. Mas o documento não para aí - ele defende que o ensino na escola regular deve ir além da técnica e dialogar com a formação do aluno como sujeito social. Então, se a questão tentar empurrar a ideia de que ensinar língua estrangeira na escola é o mesmo que ensinar em curso livre, ou que os objetivos culturais e educativos podem ser deixados de lado, desconfie. Nas OCEM, a língua é meio para formação, não apenas um fim em si mesma.