Va a leer un fragmento escrito por E. Martín Peres (sd): “Llobera considera que el discurso aportado al aula idealmente tendría que ser el resultado de investigaciones lingüísticas fiables que describan de la manera más fidedigna posible la actuación real de los hablantes fuera del contexto de aula y de las modificaciones didácticas mínimas para que se adaptarse al uso pedagógico adecuado (p. 7), con el fin de evitar la presencia de diálogos fabricados, en cuya elaboración no se han tenido en cuenta datos acerca del modo en que el discurso se da en contextos ordinarios, diálogos en los que nadie transgrede las normas del discurso escrito, ni se repite o reformula lo dicho, ni se encabalgan turnos de habla, ni se usan marcadores para indicar dudas o restricciones; diálogos, en fin, en los que se confunde la sencillez con la banalidad y (en los que) muy a menudo se dan muestras que, aun siendo gramaticales, no se dan nunca en el discurso oral (p. 4).” (p. 13) Sobre ese fragmento, señale las afirmaciones verdaderas con V y las afirmaciones falsas con F considerando la temática tratada. I. Los diálogos creados con fines didácticos aunque sean perfectos desde el punto de vista de la gramática no son legítimos desde de punto de vista de la lengua en uso. II. El discurso aportado es inadmisible en el aula de lengua extranjera. III. Los resultados de las investigaciones linguísticas que describen las realizaciones de los hablantes de una lengua podrían incorporarse a los materiales de enseñanza. IV. En el fragmento, se critica la artificialidade de los diálogos creados en los materiales didácticos. Las afirmaciones son, respectivamente,
- A)V, V, F y V.
Errada, porque a II é falsa: o texto não rejeita o discurso em aula, apenas exige adaptação pedagógica sem artificialidade.
- B)V, F, V y V.
Certa, pois a sequência V, F, V, V corresponde exatamente às ideias do fragmento.
- C)F, F, V y V.
Errada, porque a I é verdadeira e a II é falsa, então não pode começar com F, F.
- D)F, V, V y F.
Errada, porque a I não é falsa e a IV não é falsa; o fragmento critica justamente os diálogos artificiais.
- E)F, V, V y V.
Errada, porque a II é falsa, mas a IV é verdadeira, então a sequência não fecha.
Gabarito: B
A questão cobra compreensão do fragmento e, principalmente, a ideia central: em ensino de língua estrangeira, não basta montar diálogos “bonitinhos” e gramaticalmente perfeitos. O texto defende que o material didático deve se aproximar do uso real da língua, com base em pesquisas linguísticas confiáveis, e não em falas artificiais que ninguém diria num contexto ordinário. Por isso, a afirmativa I é verdadeira: um diálogo pode até estar impecável na gramática, mas continuar pouco legítimo do ponto de vista da língua em uso, porque não reflete marcas naturais da oralidade, como reformulações, interrupções e marcadores de hesitação. A banca adora esse contraste entre “correto” e “natural”. A II é falsa, porque o fragmento não condena o discurso levado à sala de aula; ao contrário, ele defende que ele seja adaptado pedagogicamente com o mínimo de alterações necessárias. Já a III é verdadeira, pois o texto afirma exatamente que as pesquisas linguísticas sobre a fala real devem servir de base para a elaboração dos materiais. A IV também é verdadeira, porque o autor critica diretamente a artificialidade dos diálogos fabricados nos materiais didáticos. Assim, o gabarito B fica correto: V, F, V, V. Em prova da FGV, quando o texto fala em oralidade, autenticidade e uso real, desconfie de materiais excessivamente “arrumadinhos”.