Na configuração audiométrica de determinado tipo de perda auditiva, observa-se uma curva caracterizada por uma piora (ou melhora) dos limiares auditivos em torno de 5dB por oitava. Esse tipo de audiograma pode ser encontrado em casos de perdas condutivas e neurossensoriais, sendo assim, uma perda auditiva do tipo:
- A)entalhe
Errada, porque entalhe é uma queda localizada em uma faixa específica de frequências, e não uma curva quase plana.
- B)horizontal
Certa, porque a variação de cerca de 5 dB por oitava caracteriza uma configuração horizontal, com limiares pouco inclinados.
- C)ascendente
Errada, porque a curva ascendente piora nas baixas frequências e melhora nas altas, o oposto do padrão descrito.
- D)descendente
Errada, porque a curva descendente piora progressivamente nas altas frequências, formando uma inclinação mais evidente.
Gabarito: B
Em audiometria, a forma da curva ajuda muito a suspeitar do tipo de perda auditiva. Quando os limiares ficam praticamente parecidos entre as frequências, com pouca variação, o traçado é chamado de horizontal. Em geral, fala-se nisso quando a diferença entre graves e agudos é pequena, algo em torno de 5 dB por oitava, dando aquela sensação de “linha reta” no audiograma. Esse padrão pode aparecer tanto em perdas condutivas quanto neurossensoriais, porque o comportamento dos limiares não aponta sozinho para um único mecanismo. Ou seja: a configuração horizontal descreve o desenho da curva, não fecha o diagnóstico etiológico sozinha. Na questão, o enunciado descreve justamente uma curva com piora ou melhora de cerca de 5 dB por oitava, o que corresponde ao traçado horizontal. Por isso, a alternativa B está correta. É o tipo de audiograma mais “sem drama”, porque não sobe nem desce de forma marcante. Vale lembrar a lógica geral das configurações: entalhe costuma sugerir uma queda localizada em determinada faixa, ascendente piora nas baixas frequências e descendente piora nas altas frequências. Aqui, como a mudança é mínima entre as frequências, o padrão é horizontal.