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Fonoaudiologia · IBFC · 2022

Questão comentada de Fonoaudiologia

O Acidente Vascular Encefálico (AVE) gera necessidade de cuidados hospitalares, tanto imediatos, como ao longo do período de internação, o que resulta em um elevado custo social e econômico. O processo de hospitalização por AVE geralmente se inicia por meio de atendimento emergencial, em virtude de sinais sugestivos da doença, seguido de confirmação diagnóstica, mediante avaliação clínica e exames complementares. Dentre as diversas complicações adquiridas após o AVE, ainda no período de internação hospitalar, estão a flacidez muscular, arreflexia, hemiplegia, hemianestesia e alterações cognitivas. Do ponto de vista fonoaudiológico, assinale a alternativa que não apresenta as sequelas mais comuns associadas à comunicação e deglutição.

Gabarito: D

O AVE costuma deixar um rastro bem conhecido na prática fonoaudiológica: alteração de comunicação, especialmente afasia, e disfagia orofaríngea. Isso acontece porque as áreas e vias neurais envolvidas na linguagem, no controle motor da fala e na coordenação da deglutição podem ser atingidas, gerando desde dificuldade para nomear objetos até quadros mais graves de compreensão e expressão. Na internação, a disfagia merece atenção especial porque aumenta risco de aspiração, pneumonia, desnutrição e desidratação. Por isso, a atuação do fonoaudiólogo no hospital é muito importante para avaliação, conduta e reabilitação, podendo inclusive ajudar a reduzir tempo de dieta alternativa e de permanência hospitalar. A alternativa D é a incorreta porque transfere para o neurologista a responsabilidade pela estimulação da comunicação e limita o fonoaudiólogo apenas à deglutição. Na realidade, a reabilitação da comunicação após AVE é área típica da Fonoaudiologia, que atua tanto na linguagem quanto na voz, fala e deglutição, em conjunto com a equipe multiprofissional. Em outras palavras: não é um trabalho de “cada um cuida de um pedaço só”, porque a reabilitação neurológica costuma ser integrada. Como base técnica, isso se alinha às atribuições da Fonoaudiologia na atuação clínica e hospitalar, especialmente na avaliação e reabilitação dos distúrbios da comunicação e da deglutição em pacientes neurológicos.

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