“A escola sempre foi campo fértil para a fonoaudiologia. Na escola, o fonoaudiólogo se depara com todas as áreas de competência da ciência fonoaudiológica, ou seja, comunicação oral e escrita, voz, fala, audição e outras.” Sobre esse tema, assinale a alternativa INCORRETA:
- A)A atuação na escola pode ocorrer em todos os níveis educacionais e atingir alunos, professores, profissionais da escola e familiares dos alunos.
Certa, porque a atuação fonoaudiológica na escola pode alcançar alunos, professores, equipe escolar e famílias, em qualquer nível de ensino.
- B)É vedada a realização de triagem auditiva gratuita nas escolas como meio de angariar clientes, salvo em campanhas que promovam a saúde da comunidade.
Certa, pois é vedado usar triagem auditiva gratuita na escola como forma de captação de clientes, admitindo-se apenas ações com finalidade coletiva e de saúde pública.
- C)É da competência do fonoaudiólogo participar de equipe de orientação e planejamento escolar, inserindo aspectos preventivos ligados a assuntos fonoaudiológicos.
Certa, porque o fonoaudiólogo pode integrar equipes de orientação e planejamento escolar com foco preventivo e educativo.
- D)O fonoaudiólogo pode ser contratado por uma escola, pode ser concursado por uma secretaria de educação estadual ou municipal, ou ainda pode ser um prestador de serviço.
Certa, já que o profissional pode atuar na escola por vínculo contratado, concurso público ou prestação de serviço.
- E)O trabalho de triagem fonoaudiológica na escola deve vir acompanhado de ações que permitam a continuidade do processo diagnóstico e terapêutico, ou seja, o fonoaudiólogo deve assessorar e realizar atendimento clínico nas crianças que falharem na triagem.
Errada, porque a triagem escolar não deve ser seguida de atendimento clínico direto no ambiente escolar, mas de encaminhamento e continuidade assistencial na rede adequada.
Gabarito: E
A Fonoaudiologia Educacional atua na escola de forma ampla: não fica só olhando o aluno, mas também orienta professores, participa de ações preventivas, ajuda no planejamento escolar e pode desenvolver atividades voltadas à linguagem oral, escrita, voz, audição e fala. Por isso, o trabalho é muito mais de promoção de saúde e prevenção do que de atendimento clínico dentro da escola. A triagem fonoaudiológica pode até ser usada como estratégia de identificação de riscos, mas ela não serve para transformar a escola em consultório. Quando o aluno falha na triagem, o caminho correto é encaminhar para avaliação e atendimento na rede assistencial adequada, com continuidade fora do ambiente escolar. É exatamente aí que a alternativa E escorrega: ela afirma que o fonoaudiólogo deve assessorar e realizar atendimento clínico nas crianças que falharem na triagem. Isso está errado porque mistura triagem escolar com assistência clínica direta, o que foge da lógica da atuação educacional. A triagem na escola deve estar vinculada a ações de encaminhamento e acompanhamento preventivo, não à execução de tratamento clínico no próprio contexto escolar. Esse entendimento conversa com o perfil da Fonoaudiologia Educacional previsto nas normas éticas e nas resoluções do CFFa, que valorizam promoção, prevenção, assessoria e encaminhamento, e não a substituição da rede de saúde por atendimento clínico escolar.