Pinho (1998) classificou as vozes de acordo com a disfonia. Determinada terminologia foi descrita com as seguintes características: voz desagradável, gutural e estridente, rigidez de mucosa ou de sistema, ausência de ruídos e pobreza de harmônicos. Essas características fazem menção ao seguinte tipo de voz:
- A)áspera
Correta, porque a descrição aponta para voz rugosa, desagradável e estridente, compatível com voz áspera.
- B)soprosa
Errada, porque a voz soprosa tem escape de ar e não costuma ser descrita como gutural, estridente ou rígida.
- C)pastosa
Errada, porque a voz pastosa é mais abafada e “embolada”, não com ausência de ruídos e rigidez de mucosa ou de sistema.
- D)monótona
Errada, porque voz monótona se refere principalmente à pouca variação melódica, e não à qualidade áspera da emissão.
Gabarito: A
Na classificação de Pinho (1998), a voz pode ser descrita por traços perceptivo-auditivos que ajudam a reconhecer o tipo de disfonia. Quando o enunciado fala em voz desagradável, gutural e estridente, com rigidez de mucosa ou de sistema, ausência de ruídos e pobreza de harmônicos, está apontando para uma voz com padrão de rugosidade e tensão, típica da voz áspera. Em outras palavras: o som fica mais duro, “arranhado”, com pouca suavidade e pior organização vibratória. A voz soprosa, por sua vez, costuma ter escape de ar, audibilidade de ar na emissão e redução da pressão sonora, então não combina com a ideia de rigidez e estridência. Já a voz pastosa remete a uma emissão abafada, sem nitidez, mais “embolada”, enquanto a monótona se relaciona a pouca variação de entonação e não a esse conjunto de sinais de qualidade vocal. Por isso, o gabarito é a alternativa A. O descritor do enunciado bate com a voz áspera: desagradável ao ouvido, com qualidade rugosa/estridente e com pouca riqueza harmônica. Em prova, sempre vale associar cada termo à imagem sonora que ele sugere, porque a banca adora trocar um detalhe para te fazer escorregar.