Em relação à timpanometria, assinalar a alternativa CORRETA.
- A)Os timpanogramas do tipo B mostram o pico de máxima admitância deslocado para pressões negativas, abaixo de -100 daPa, e são encontrados em indivíduos portadores de mau funcionamento da tuba auditiva.
Errada, porque o tipo B não tem pico deslocado para pressão negativa; ele é plano e costuma sugerir presença de líquido na orelha média ou outra condição que reduza muito a mobilidade.
- B)Os timpanogramas do tipo Ad mostram baixa admitância. Denotam rigidez e podem ser encontrados em indivíduos portadores de otosclerose ou timpanosclerose.
Errada, porque o tipo Ad indica admitância aumentada, ou seja, sistema hipercomplacente, e não baixa admitância; rigidez é característica de As, não de Ad.
- C)Os timpanogramas do tipo As são consistentes, com um sistema de orelha média muito móvel, ou altamente complacente.
Errada, porque o tipo As é justamente o oposto de “muito móvel”: ele mostra baixa complacência, com pico reduzido por rigidez da orelha média.
- D)Os timpanogramas do tipo A mostram um pico de máxima admitância ao redor da pressão de ar de 0 daPa, cuja variação não exceda a -100 daPa, e são encontrados em indivíduos com função de orelha média normal.
Certa, porque o tipo A apresenta pico de máxima admitância perto de 0 daPa e é compatível com função normal da orelha média.
Gabarito: D
A timpanometria avalia, de forma rápida, como a orelha média responde às mudanças de pressão no conduto auditivo. Em vez de “medir audição”, ela analisa a mobilidade da membrana timpânica e da cadeia ossicular, o que ajuda a suspeitar de alterações como líquido na orelha média, disfunção tubária, otosclerose e outros quadros mecânicos. O resultado mais clássico é o timpanograma tipo A, que aparece quando há função normal da orelha média. Nesse traçado, o pico de máxima admitância fica em torno de 0 daPa, isto é, perto da pressão atmosférica, geralmente aceitando-se uma variação que não ultrapasse cerca de -100 daPa. É o desenho “bonitinho” da orelha média trabalhando como esperado. Por isso, a alternativa D está correta: ela descreve exatamente o timpanograma tipo A, com pico próximo de 0 daPa e compatível com orelha média normal. As outras alternativas misturam conceitos dos tipos B, As e Ad, trocando mobilidade por rigidez ou deslocamento pressórico por ausência de pico. Na prática, vale decorar assim: tipo A = normal; tipo As = sistema rígido, pico baixo; tipo Ad = sistema muito móvel, pico alto; tipo B = praticamente sem pico, típico de alterações como efusão. A banca gosta muito de inverter essas características para ver se voce caiu no truque.