É um ducto óstio cartilaginoso que comunica o ouvido médio à rinofaringe. Seus dois terços ântero-mediais são de origem cartilaginosa e o terço póstero-lateral é ósseo. A porção cartilaginosa se abre na região lateral da rinofaringe, próximo à adenóide e a porção óssea tem seu óstio de abertura na porção anterior da cavidade timpânica. Esta estrutura é chamada de:
- A)Rinofaringe.
Rinofaringe não é o ducto descrito, mas sim a região onde a porção cartilaginosa da estrutura se abre.
- B)Nasofaringe.
Nasofaringe é apenas outro nome da região posterior da cavidade nasal, e não o canal que liga ouvido médio e rinofaringe.
- C)Janela Oval.
Janela oval é uma abertura da orelha interna, relacionada à transmissão vibratória, não à comunicação com a rinofaringe.
- D)Tuba Auditiva.
Correta, porque a tuba auditiva liga o ouvido médio à rinofaringe e possui porção óssea e porção cartilaginosa, exatamente como descrito.
- E)Osteoma.
Osteoma é uma lesão óssea benigna, sem relação com a anatomia funcional descrita no enunciado.
Gabarito: D
A estrutura descrita na questão é a tuba auditiva, também chamada de trompa de Eustáquio. Ela é um canal que liga o ouvido médio à rinofaringe e tem papel essencial na ventilação da cavidade timpânica, na equalização da pressão e na drenagem de secreções. Em linguagem de prova, sempre desconfie quando aparecer a ideia de um ducto que faz a comunicação entre ouvido médio e cavidade nasal posterior: quase sempre a resposta gira em torno da tuba auditiva. Anatomicamente, a tuba auditiva tem duas partes: um terço ósseo póstero-lateral, mais próximo da cavidade timpânica, e dois terços cartilaginosos ântero-mediais, que se abrem na lateral da rinofaringe, perto do óstio tubário e da adenoide. Esse detalhe é exatamente o que o enunciado descreve, por isso o gabarito é a letra D. Na prática clínica, essa estrutura é muito importante porque alterações na sua função podem favorecer otite média, sensação de ouvido tampado e dificuldade de equalizar pressão, especialmente em mudanças de altitude. Então, quando a prova mistura ouvido médio, rinofaringe e partes cartilaginosa e óssea, você já pode acender a luz da tuba auditiva. Não há um fundamento legal aqui, mas a base é anatômico-funcional clássica da Otorrinolaringologia e da Fonoaudiologia, especialmente na compreensão da fisiologia da orelha média e da ventilação tubária.