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Fonoaudiologia · FUNDATEC · 2022

Questão comentada de Fonoaudiologia

Para responder à questão, considere o livro Fonoaudiologia e Covid-19 (CÉSAR; LIMA, 2021). Nos casos de internação por Covid-19, além da ventilação mecânica por intubação orotraqueal prolongada, a disfagia orofaríngea poderá ser uma complicação associada: I. À traqueostomia. II. A quadros respiratórios que necessitam de alta concentração de oxigênio. III. A quadros respiratórios que necessitam de ventilação mecânica não invasiva. Quais estão corretas?

Gabarito: E

Na internação por Covid-19, a disfagia orofaríngea não aparece só por causa da intubação prolongada. O quadro clínico respiratório em si já pode bagunçar a coordenação entre respirar, sugar e engolir, e isso pesa bastante na segurança da deglutição. A traqueostomia é um fator bem conhecido de risco, porque altera a dinâmica de fluxo aéreo, sensibilidade laríngea e proteção de via aérea. Em termos simples: a “rota” do ar muda, e a deglutição sente isso na prática. Além disso, pacientes que precisam de alta concentração de oxigênio muitas vezes têm maior desconforto respiratório e menor reserva para coordenar a deglutição. O mesmo raciocínio vale para a ventilação mecânica não invasiva, que pode interferir no sincronismo respiratório e na segurança da alimentação por via oral. Por isso, o gabarito é E: os três itens estão corretos. No contexto da obra Fonoaudiologia e Covid-19, a disfagia é entendida como complicação possível tanto por suporte ventilatório invasivo quanto por outros dispositivos e condições respiratórias que comprometem a mecânica da respiração e da deglutição.

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