Para os recém-nascidos que permanecem em Unidade de Terapia Intensiva Neonatal (UTIN), o procedimento de triagem auditiva realizado antes da alta hospitalar é
- A)o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico Neurodiagnóstico (PEATE).
Incorreta, porque o PEATE neurodiagnóstico é exame diagnóstico, mais completo e não é o procedimento padrão de triagem pré-alta na UTIN.
- B)o Potencial Evocado Auditivo de Tronco Encefálico Automático (PEATE-a).
Correta, porque o PEATE-a é o exame indicado na triagem auditiva de recém-nascidos internados em UTIN antes da alta.
- C)a Pesquisa do Reflexo Cócleo-palpebral (RCP).
Incorreta, porque o reflexo cócleo-palpebral é um teste antigo e pouco sensível, sem papel na triagem auditiva neonatal atual.
- D)a Eletrococleografia (ECochG).
Incorreta, porque a eletrococleografia não é exame de triagem rotineiro para recém-nascidos na UTIN.
- E)o Potencial Evocado Miogênico Vestibular (VEMP).
Incorreta, porque o VEMP avalia principalmente via vestibular e não é utilizado como triagem auditiva neonatal de rotina.
Gabarito: B
Na triagem auditiva neonatal, a lógica é simples: se o bebê está na UTIN, ele não entra no grupo de menor risco. Nesses casos, a avaliação antes da alta precisa ser mais sensível para detectar alterações auditivas e de via auditiva central, e o exame indicado é o PEATE automático (PEATE-a), que analisa a resposta auditiva de forma objetiva e rápida. O PEATE-a é muito usado na triagem porque não depende da resposta comportamental do recém-nascido e é adequado para a rotina hospitalar. Em recém-nascidos internados em UTIN, especialmente os com indicadores de risco, ele é o exame preferido na triagem auditiva neonatal por permitir rastreio eficiente antes da alta. Isso está alinhado com as recomendações da literatura e de protocolos de triagem auditiva neonatal, que indicam PEATE-a para bebês de risco, como os de UTIN. A Lei 12.303/2010 tornou obrigatória a realização de emissões otoacústicas como triagem universal, mas isso não substitui a conduta mais específica para neonatos de risco, em que o PEATE-a ganha protagonismo. Ou seja: para bebê de UTIN, não basta escolher um exame qualquer com nome bonito. O correto é um método automático, objetivo e mais apropriado para essa população, e por isso o gabarito é a alternativa B.