A disfagia que decorre de alterações estruturais com causas relacionadas com pós-operatório de cirurgia de cabeça e pescoço, efeitos de radioquimioterapia, edema na oro e hipofaringe, sequelas após intubação orotraqueal, traqueostomia prolongada, sonda nasoentérica para alimentação e refluxo gastro-esofágico, entre outras, denomina-se disfagia
- A)esofágica.
Errada, porque disfagia esofágica envolve a fase esofágica e não as alterações estruturais orofaríngeas descritas no enunciado.
- B)funcional.
Errada, porque disfagia funcional costuma se relacionar a alteração de coordenação ou funcionamento sem causa estrutural mecânica predominante.
- C)orofaríngea mecânica.
Certa, porque o quadro descreve disfagia causada por alterações estruturais e mecânicas na região orofaríngea.
- D)orofaríngea neurológica.
Errada, porque a disfagia orofaríngea neurológica decorre de comprometimento do controle nervoso da deglutição, e não de lesão mecânica/estrutural.
- E)orofaríngea miofásica.
Errada, porque o termo miofásica não corresponde à classificação clássica cobrada para esse tipo de alteração estrutural orofaríngea.
Gabarito: C
A disfagia pode ser classificada de várias formas, e uma das mais cobradas em prova é a distinção entre causas neurológicas, funcionais, esofágicas e mecânicas. Quando o problema nasce de uma alteração estrutural, ou seja, algo que obstrui, deforma ou dificulta fisicamente a passagem do bolo alimentar na fase oral e faríngea, estamos diante da disfagia orofaríngea mecânica. É exatamente isso que o enunciado descreve: pós-operatório de cirurgia de cabeça e pescoço, efeitos de radioquimioterapia, edema em oro e hipofaringe, sequelas de intubação orotraqueal, traqueostomia prolongada, sonda nasoentérica e refluxo gastroesofágico são exemplos de situações que alteram a anatomia ou a mecânica da deglutição. Ou seja, o problema não é primariamente do comando neurológico, mas da estrutura e do movimento que ficou prejudicado por causa dela. Por isso, o gabarito é a alternativa C. A lógica é simples: se a causa é mecânica, a disfagia é orofaríngea mecânica. Em concursos, a banca costuma trocar isso por quadros neurológicos ou esofágicos para ver se você está atento à fase da deglutição envolvida. Na prática clínica e na doutrina fonoaudiológica, essa classificação ajuda a direcionar a avaliação e a conduta: nem toda disfagia vem de AVC ou doença neurológica, e nem toda dificuldade para engolir é do esôfago. Aqui, o foco está na alteração estrutural da região oral e faríngea, o que fecha com a alternativa correta.