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Fonoaudiologia · FGV · 2025

Questão comentada de Fonoaudiologia

A disfagia que decorre de alterações estruturais com causas relacionadas com pós-operatório de cirurgia de cabeça e pescoço, efeitos de radioquimioterapia, edema na oro e hipofaringe, sequelas após intubação orotraqueal, traqueostomia prolongada, sonda nasoentérica para alimentação e refluxo gastro-esofágico, entre outras, denomina-se disfagia

Gabarito: C

A disfagia pode ser classificada de várias formas, e uma das mais cobradas em prova é a distinção entre causas neurológicas, funcionais, esofágicas e mecânicas. Quando o problema nasce de uma alteração estrutural, ou seja, algo que obstrui, deforma ou dificulta fisicamente a passagem do bolo alimentar na fase oral e faríngea, estamos diante da disfagia orofaríngea mecânica. É exatamente isso que o enunciado descreve: pós-operatório de cirurgia de cabeça e pescoço, efeitos de radioquimioterapia, edema em oro e hipofaringe, sequelas de intubação orotraqueal, traqueostomia prolongada, sonda nasoentérica e refluxo gastroesofágico são exemplos de situações que alteram a anatomia ou a mecânica da deglutição. Ou seja, o problema não é primariamente do comando neurológico, mas da estrutura e do movimento que ficou prejudicado por causa dela. Por isso, o gabarito é a alternativa C. A lógica é simples: se a causa é mecânica, a disfagia é orofaríngea mecânica. Em concursos, a banca costuma trocar isso por quadros neurológicos ou esofágicos para ver se você está atento à fase da deglutição envolvida. Na prática clínica e na doutrina fonoaudiológica, essa classificação ajuda a direcionar a avaliação e a conduta: nem toda disfagia vem de AVC ou doença neurológica, e nem toda dificuldade para engolir é do esôfago. Aqui, o foco está na alteração estrutural da região oral e faríngea, o que fecha com a alternativa correta.

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