As condutas podem ser alteradas de acordo com a evolução do caso e o programa terapêutico é traçado conforme as dificuldades apresentadas pelo paciente. Nos casos em que não há possibilidade de introdução de alimentação por via oral a curto prazo, cabe discutir com a equipe a indicação de
- A)traqueostomia.
Traqueostomia não é a conduta indicada para resolver a impossibilidade de alimentação oral, pois ela serve para via aérea e ventilação, não para nutrição.
- B)gastrostomia.
Gastrostomia é a alternativa correta quando não se prevê alimentação oral em curto prazo, pois garante via enteral segura e adequada.
- C)videoendoscopia da deglutição.
Videoendoscopia da deglutição é um exame de avaliação, não uma medida terapêutica para definir suporte alimentar prolongado.
- D)plano de alimentação mais apropriado.
Plano de alimentação mais apropriado é uma ideia genérica, mas a questão pede a indicação específica quando não há via oral no curto prazo.
- E)medidas de controle da aspiração.
Medidas de controle da aspiração podem ser úteis no manejo da disfagia, mas não substituem a necessidade de indicar uma via alternativa de alimentação.
Gabarito: B
Na disfagia, a conduta fonoaudiológica nunca é engessada: ela acompanha a evolução do paciente e pode mudar conforme o risco de aspiração, o estado clínico e a possibilidade de manter a nutrição com segurança. O ponto central da questão é que, quando não há perspectiva de introduzir alimentação por via oral em curto prazo, a equipe deve pensar em uma via alternativa de alimentação para garantir suporte nutricional adequado. Nessa situação, a opção mais indicada costuma ser a gastrostomia, que é um acesso direto ao estômago para alimentação enteral. Ela é considerada quando a via oral está contraindicada ou insuficiente por um período mais prolongado, ajudando a reduzir desnutrição, desidratação e complicações da dieta por boca em pacientes com disfagia importante. É importante não confundir com medidas de avaliação ou de proteção da via aérea: aqui o problema não é apenas "ver como está a deglutição", mas sim definir um plano de alimentação viável. Por isso, a discussão com a equipe envolve a melhor estratégia nutricional, e não um exame ou um procedimento respiratório. Em provas, a lógica é bem prática: se a alimentação por boca não vai acontecer tão cedo, você pensa em suporte enteral de longo prazo. Isso faz a gastrostomia ser a resposta clássica nesse tipo de cenário.