Os recursos tecnológicos estão cada vez mais presentes na prática fonoaudiológica. No tratamento das disfagias orofaríngeas, esses recursos vêm sendo importantes aliados na otimização dos resultados terapêuticos. Relacione os recursos tecnológicos, elencados a seguir, que podem ser associados no manejo das disfagias orofaríngeas às suas respectivas características: 1. Fotobiomodulação 2. Eletroestimulação neuromuscular 3. Estimulação cerebral não invasiva ( ) A depender do objetivo terapêutico e do tecido-alvo a ser irradiado, se estabelece o comprimento de onda, sendo o vermelho e o infravermelho os mais utilizados na fonoaudiologia. ( ) A modalidade conhecida como estimulação magnética transcraniana envolve a passagem de corrente através de uma ou mais bobinas posicionadas na cabeça para gerar um campo magnético. ( ) Um dos segredos dessa técnica é a possibilidade de variar os parâmetros de frequências, pulsos, burst, ciclos de trabalho, uma vez que fisiologicamente nossas contrações musculares, percepção dos estímulos e reações variam, mesmo dentro de um padrão de normalidade. A relação correta, na ordem apresentada, é
- A)1 – 2 – 3.
Errada, porque a terceira descrição não é de estimulação cerebral não invasiva, mas de eletroestimulação neuromuscular.
- B)1 – 3 – 2.
Certa, pois a primeira frase descreve fotobiomodulação, a segunda descreve estimulação cerebral não invasiva e a terceira descreve eletroestimulação neuromuscular.
- C)2 – 3 – 1.
Errada, porque troca fotobiomodulação por eletroestimulação neuromuscular e embaralha as demais associações.
- D)2 – 1 – 3.
Errada, pois inverte fotobiomodulação e eletroestimulação neuromuscular, embora a terceira descrição continue sendo de eletroestimulação.
- E)3 – 1 – 2.
Errada, porque coloca estimulação cerebral não invasiva como primeira característica, mas essa descrição corresponde à fotobiomodulação.
Gabarito: B
Nesta questão, a banca cobra três recursos tecnológicos usados no manejo da disfagia orofaríngea. A ideia é saber reconhecer a “cara” de cada técnica, porque elas parecem próximas no nome, mas atuam de formas bem diferentes. Aqui, a chave é casar o efeito descrito com o recurso certo, sem se perder no vocabulário técnico. A fotobiomodulação usa luz, geralmente laser ou LED, e seu efeito depende do comprimento de onda escolhido. Na prática fonoaudiológica, os comprimentos de onda vermelho e infravermelho são os mais citados, porque penetram de modo diferente nos tecidos e modulam inflamação, dor e reparo tecidual. Então, a descrição sobre definir comprimento de onda conforme o alvo irradiado aponta para fotobiomodulação. Já a estimulação cerebral não invasiva inclui técnicas como a estimulação magnética transcraniana. Nela, o estímulo é gerado por uma bobina posicionada na cabeça, produzindo campo magnético que induz corrente elétrica no cérebro. Ou seja: se o enunciado fala em bobina e campo magnético, estamos nessa família de técnicas, não na estimulação muscular periférica. A eletroestimulação neuromuscular, por sua vez, trabalha com correntes elétricas aplicadas para ativar músculos e nervos periféricos, e seus parâmetros podem ser ajustados para intensidade, frequência, pulso, burst e ciclo de trabalho. É justamente essa flexibilidade de parâmetros que o enunciado descreve, por isso essa característica corresponde ao item 2. Assim, a sequência correta fica 1 - 3 - 2, que é o gabarito B.