Os protocolos de autoavaliação da disfonia visam a quantificar o impacto da disfonia na percepção do próprio paciente sobre sua voz. O protocolo que é extenso, redundante, contém 30 itens e trabalha com três domínios: emocional (E), funcional (F) e orgânico (O), a serem respondidos em uma escala numérica de 5 pontos, denomina-se
- A)Índice de Desvantagem Vocal (IDV).
Correta, porque o Índice de Desvantagem Vocal tem 30 itens, três domínios (emocional, funcional e orgânico) e resposta em escala de 5 pontos.
- B)Índice de Desvantagem Vocal 10 (IDV-10).
Errada, porque o IDV-10 é uma versão reduzida do protocolo, com 10 itens, e não corresponde ao instrumento extenso do enunciado.
- C)Qualidade de Vida em Voz (QVV).
Errada, porque o QVV avalia qualidade de vida relacionada à voz, mas não é o protocolo de 30 itens com os três domínios descritos.
- D)Qualidade de Vida em Voz Pediátrico (QVV-P).
Errada, porque o QVV-P é voltado para o público pediátrico e não apresenta a estrutura clássica de 30 itens em três domínios.
- E)Escala de Sintomas Vocais (ESV)
Errada, porque a ESV é uma escala de sintomas vocais e não o protocolo extenso com domínios emocional, funcional e orgânico.
Gabarito: A
Na autoavaliação da disfonia, o objetivo é medir como o próprio paciente percebe o impacto da alteração vocal no dia a dia. Em prova, isso costuma aparecer como descrição de protocolos clássicos, então vale guardar os detalhes que entregam cada um deles: número de itens, domínios e formato de resposta. O protocolo descrito no enunciado é o Índice de Desvantagem Vocal, também conhecido na literatura como Voice Handicap Index (VHI). Ele é extenso, tem 30 itens, é considerado redundante por repetir aspectos de forma intencional para captar melhor a percepção do paciente, e se organiza em três domínios: emocional (E), funcional (F) e orgânico (O). As respostas são dadas em escala de 5 pontos, o que é um traço bem característico dessa ferramenta. Por isso o gabarito é a alternativa A. Se a banca fala em 30 itens + três domínios + escala de 5 pontos, acendeu a luz do VHI na hora. É o tipo de protocolo clássico que a FGV gosta de cobrar com a roupagem de descrição técnica, mas a resposta vem pelo conjunto das pistas. Os demais protocolos também avaliam a voz, mas com outro formato: alguns são mais curtos, outros focam qualidade de vida, sintomas ou público pediátrico. Então, aqui, o ponto decisivo não é só “fala sobre voz”, e sim reconhecer a estrutura específica do instrumento.