O objetivo principal do programa de triagem universal (TANU) é que a fase da intervenção ocorra em tempo oportuno, possibilitando à criança deficiente auditiva o início precoce da reabilitação, favorecendo o melhor desenvolvimento de linguagem, interação social e posteriormente, o acesso à educação. Sendo assim, para atingir esse objetivo os procedimentos mais indicados, por serem mais precisos, para a realização da triagem são
- A)emissões otoacústicas; avaliação audiológica comportamental e pesquisa do reflexo cócleo-palpebral
Errada, porque a avaliação comportamental e o reflexo cócleo-palpebral não são os procedimentos mais precisos para triagem universal neonatal.
- B)emissões otoacústicas, potencial evocado auditivo e pesquisa do reflexo cócleo-palpebral.
Errada, porque inclui o reflexo cócleo-palpebral, que não é exame de escolha para triagem auditiva neonatal universal.
- C)emissões otoacústicas e potencial evocado auditivo.
Certa, porque reúne os dois exames objetivos mais indicados para a triagem auditiva neonatal: emissões otoacústicas e potencial evocado auditivo.
- D)potencial evocado auditivo e avaliação audiológica comportamental.
Errada, porque a avaliação audiológica comportamental não é o principal método de triagem em recém-nascidos.
- E)potencial evocado auditivo e reflexo cóclero-palpebral.
Errada, porque o reflexo cócleo-palpebral não substitui os exames objetivos recomendados para a triagem neonatal universal.
Gabarito: C
O TANU, ou triagem auditiva neonatal universal, existe para identificar o quanto antes os bebês com suspeita de perda auditiva. A ideia é simples: quanto mais cedo o problema aparece na triagem, mais cedo entra a intervenção, e isso faz diferença enorme para linguagem, interação social e aprendizado. Em prova, pense sempre em exames objetivos, rápidos e confiáveis para recém-nascidos. Os procedimentos mais usados e mais precisos para a triagem auditiva universal são as emissões otoacústicas e o potencial evocado auditivo, especialmente o potencial evocado auditivo de tronco encefálico. Eles avaliam a audição de forma objetiva, sem depender da resposta comportamental do bebê, o que é essencial nessa faixa etária. É exatamente por isso que a banca costuma valorizar esses exames em detrimento de métodos mais subjetivos. A avaliação audiológica comportamental e o reflexo cócleo-palpebral podem até ter utilidade em outros contextos, mas não são os melhores para a triagem universal do recém-nascido. O bebê pode não responder de modo confiável por imaturidade neurológica, sono, choro ou falta de cooperação, então esses métodos perdem precisão. Na triagem, a lógica é: menos subjetividade, mais objetividade. Portanto, o gabarito C está correto porque reúne os dois exames de escolha para a triagem auditiva neonatal: emissões otoacústicas e potencial evocado auditivo. Essa combinação permite detectar precocemente alterações auditivas e encaminhar a criança para diagnóstico e reabilitação no tempo certo.