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Fonoaudiologia · FGV · 2022

Questão comentada de Fonoaudiologia

Existem sistemas mecânicos de amplificação, na orelha média, que permitem a mínima reflexão do som com a máxima transmissão. Relacione os sistemas a suas respectivas características. 1. Efeito de área. 2. Efeito de alavanca. 3. Força catenária. ( ) funciona como amplificador das ondas sonoras, no qual o martelo impulsiona a bigorna, que impulsiona o estribo. ( ) o tamanho da membrana timpânica em relação à janela do vestíbulo é amplamente reduzido e a pressão é aumentada na mesma proporção. ( ) significa cadeia, sequência, um ao lado do outro, indicando que as forças do deslocamento da membrana timpânica convergem para o centro. Assinale a opção que mostra a relação correta, de cima para baixo.

Gabarito: C

Na orelha média, o som ganha um “empurrãozinho” mecânico antes de chegar à cóclea. Isso acontece porque o sistema tímpano-ossicular aproveita três mecanismos clássicos de amplificação: efeito de alavanca, efeito de área e a força catenária. A ideia é simples: menos perda e mais pressão na janela do vestíbulo, para o som entrar com eficiência. O efeito de alavanca é o mais intuitivo: martelo e bigorna funcionam como uma alavanca, em que o martelo impulsiona a bigorna e esta transmite o movimento ao estribo. Já o efeito de área ocorre porque a membrana timpânica tem área muito maior do que a janela do vestíbulo, então a mesma energia concentrada em uma área menor gera aumento de pressão. Em termos práticos, é como apertar a saída da mangueira: a força fica mais concentrada. A força catenária se relaciona com a disposição das fibras e com a forma como as forças do deslocamento da membrana timpânica convergem para o centro, ajudando na transmissão eficiente da vibração. É um nome menos “popular”, mas a lógica é essa: a geometria da membrana também colabora para a amplificação. Por isso, o gabarito C está correto: a primeira descrição é do efeito de alavanca, a segunda do efeito de área e a terceira da força catenária. É um conteúdo bem cobrado em Audiologia, porque mistura anatomia e física do som, um combo que a FGV adora usar para testar se você sabe ligar o nome ao mecanismo.

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