O processo de adaptação de aparelho auditivo em bebês deve contemplar as mesmas 4 etapas distintas utilizadas com o adulto. São elas: Avaliação, Seleção, Verificação e Validação. Pode-se considerar que a etapa de Validação consiste em
- A)mensurar objetivamente comparando a amplificação prescrita e a obtida com a programação do AASI selecionado.
Errada, porque isso descreve verificação, que compara a amplificação prescrita com a entregue pelo aparelho.
- B)definir as características individuais, determinar os limiares por frequência e de orelhas isoladas.
Errada, porque fala de avaliação inicial, com definição de características individuais e limiares audiológicos.
- C)identificar as características anatômicas e acústicas de cada orelha, bem como o conhecimento das expectativas e das necessidades individuais.
Errada, porque corresponde à etapa de seleção, quando se consideram anatomia, acústica e necessidades do paciente.
- D)definir as características físicas (tipo, cor, travas, etc.) e eletroacústicas (ganho, razão de compressão, etc.) adequadas.
Errada, porque descreve a seleção do AASI, com escolha de características físicas e eletroacústicas.
- E)avaliar longitudinalmente o efeito da amplificação na percepção de fala e na qualidade de vida.
Certa, porque validação é a etapa que verifica longitudinalmente se a adaptação trouxe benefício real na percepção de fala e na qualidade de vida.
Gabarito: E
Na adaptação de aparelho auditivo em bebês, o raciocínio é o mesmo dos adultos: primeiro você avalia, depois seleciona, verifica e, por fim, valida. A sacada da questão está justamente em diferenciar verificação de validação, porque a banca adora trocar esses conceitos como se fossem primos gêmeos. A verificação responde à pergunta: "o aparelho está entregando aquilo que foi prescrito?". Aqui entram medidas objetivas, como a comparação entre a amplificação prescrita e a obtida com o AASI, muitas vezes com medidas em orelha real e/ou métodos prescritivos. Já a validação pergunta outra coisa: "isso melhorou de fato a vida auditiva da criança?". Em bebês, essa validação não pode depender só de impressão subjetiva isolada. Ela deve acompanhar o efeito da amplificação ao longo do tempo, observando desenvolvimento auditivo, resposta à fala, uso funcional do aparelho e impacto na qualidade de vida da criança e da família. Por isso, a alternativa correta é a que fala em avaliar longitudinalmente o efeito da amplificação na percepção de fala e na qualidade de vida. Em termos doutrinários e de prática clínica em adaptação pediátrica, essa distinção é clássica: verificação é ajuste técnico do dispositivo; validação é resultado funcional no usuário. É uma daquelas questões em que a banca quer ver se voce sabe que "medir o aparelho" não é o mesmo que "medir o benefício".