As disfonias que podem ser de origem periférica, envolvendo apenas a produção vocal e/ou a deglutição, ou por comprometimento central, com impacto na respiração, voz, deglutição, fala e linguagem, são denominadas disfonias orgânicas
- A)congênitas.
Errada, porque disfonias congênitas têm origem desde o nascimento, mas o enunciado descreve uma classificação ligada ao comprometimento periférico ou central, típica das neurológicas.
- B)endocrinológicas.
Errada, porque disfonias endocrinológicas decorrem de alterações hormonais e podem mudar a qualidade vocal, mas não são definidas pelo padrão periférico ou central descrito.
- C)psiquiátricas.
Errada, porque disfonias psiquiátricas são de base funcional ou psicogênica, sem o quadro orgânico e neurológico amplo mencionado no enunciado.
- D)neurológicas.
Certa, porque as disfonias neurológicas podem ter origem periférica ou central e afetar voz, respiração, deglutição, fala e linguagem.
- E)por refluxo gastroesofágico.
Errada, porque o refluxo gastroesofágico pode causar irritação laríngea e disfonia, mas não corresponde à definição dada de comprometimento central e periférico.
Gabarito: D
As disfonias podem ser classificadas de várias formas, e uma das mais importantes na prática fonoaudiológica é separar as causas orgânicas das funcionais. Quando a origem é orgânica, existe alguma alteração estrutural ou neurológica interferindo no funcionamento da voz. Em algumas situações, o problema começa de forma mais periférica, afetando principalmente a produção vocal e, às vezes, a deglutição. Em outras, a causa está no sistema nervoso central, e aí o quadro fica mais amplo, mexendo com respiração, voz, deglutição, fala e até linguagem. É exatamente por isso que o gabarito é a letra D. As disfonias neurológicas são aquelas ligadas a alterações do sistema nervoso, central ou periférico, e podem gerar repercussões bem além da emissão vocal. Pense nelas como um problema de comando: se o cérebro ou os nervos não organizam bem os movimentos e a coordenação, a voz sofre junto com outras funções. As demais alternativas trazem outros tipos de disfonia orgânica, mas com outro mecanismo. A FGV costuma cobrar essa leitura bem clínica: não basta saber que é "orgânica", você precisa identificar a origem do problema e o alcance dos sintomas. Em questões de voz, esse detalhe faz toda a diferença. Na doutrina de Fonoaudiologia, essa diferenciação é clássica: disfonias neurológicas costumam ter impacto multifuncional, enquanto outras causas orgânicas podem ficar mais restritas ao trato vocal. Sem mistério, sem magia, só anatomia e fisiologia trabalhando - ou falhando - juntas.