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Fonoaudiologia · FGV · 2021

Questão comentada de Fonoaudiologia

As disfonias que podem ser de origem periférica, envolvendo apenas a produção vocal e/ou a deglutição, ou por comprometimento central, com impacto na respiração, voz, deglutição, fala e linguagem, são denominadas disfonias orgânicas

Gabarito: D

As disfonias podem ser classificadas de várias formas, e uma das mais importantes na prática fonoaudiológica é separar as causas orgânicas das funcionais. Quando a origem é orgânica, existe alguma alteração estrutural ou neurológica interferindo no funcionamento da voz. Em algumas situações, o problema começa de forma mais periférica, afetando principalmente a produção vocal e, às vezes, a deglutição. Em outras, a causa está no sistema nervoso central, e aí o quadro fica mais amplo, mexendo com respiração, voz, deglutição, fala e até linguagem. É exatamente por isso que o gabarito é a letra D. As disfonias neurológicas são aquelas ligadas a alterações do sistema nervoso, central ou periférico, e podem gerar repercussões bem além da emissão vocal. Pense nelas como um problema de comando: se o cérebro ou os nervos não organizam bem os movimentos e a coordenação, a voz sofre junto com outras funções. As demais alternativas trazem outros tipos de disfonia orgânica, mas com outro mecanismo. A FGV costuma cobrar essa leitura bem clínica: não basta saber que é "orgânica", você precisa identificar a origem do problema e o alcance dos sintomas. Em questões de voz, esse detalhe faz toda a diferença. Na doutrina de Fonoaudiologia, essa diferenciação é clássica: disfonias neurológicas costumam ter impacto multifuncional, enquanto outras causas orgânicas podem ficar mais restritas ao trato vocal. Sem mistério, sem magia, só anatomia e fisiologia trabalhando - ou falhando - juntas.

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