Com relação à abordagem fonoaudiológica na disfagia neonatal, analise as afirmativas a seguir. I. O recém-nascido, com 34 a 35 semanas de gestação, raramente estão aptos para coordenar alimentação oral e respiração. II. No recém-nascido, a disfagia oral pode ser causada por anormalidades estruturais ou funcionais, provocando uma sucção débil. III. A avaliação fonoaudiológica deve ser realizada sempre por meio da observação do neonato no momento da sucção nutritiva. Está correto o que se afirma em
- A)I, somente.
Incorreta, porque a afirmativa I é imprecisa e não pode ser tomada como verdadeira.
- B)II, somente.
Correta, pois a disfagia oral neonatal pode decorrer de alterações estruturais ou funcionais e causar sucção débil.
- C)I e II, somente.
Incorreta, porque a afirmativa I está errada e não pode ser incluída no conjunto.
- D)I e III, somente.
Incorreta, pois a afirmativa III é absoluta demais ao restringir a avaliação apenas à sucção nutritiva.
- E)I, II e III.
Incorreta, porque apenas a afirmativa II está correta.
Gabarito: B
Na disfagia neonatal, o ponto central é lembrar que o recém-nascido ainda está amadurecendo as funções de sucção, deglutição e respiração. Essa coordenação costuma começar a ficar mais organizada por volta de 34 a 36 semanas de idade gestacional, então dizer que um RN de 34 a 35 semanas "raramente" está apto é forte demais e acaba ficando errado. Em muitos casos, ele já pode sim apresentar alguma coordenação, ainda que imatura e com maior risco de fadiga ou dessaturação. A afirmativa II está correta porque a disfagia oral no neonato pode ter causa estrutural ou funcional. Alterações anatômicas, hipotonia, prematuridade, lesões neurológicas e outros fatores podem comprometer a sucção, deixando-a débil, ineficiente e cansativa. Na prática, o bebê mama pouco, cansa rápido e pode não conseguir manter uma pega e um ritmo adequados. A afirmativa III também escorrega porque a avaliação fonoaudiológica não deve ser feita sempre apenas durante a sucção nutritiva. O fonoaudiólogo pode e deve observar sinais clínicos, estado de alerta, respiração, tônus, coordenação motora oral e, quando indicado, usar também a sucção não nutritiva e outros recursos de avaliação clínica. Ou seja, a análise é mais ampla do que simplesmente "olhar o bebê mamando". Por isso, o gabarito B está correto: somente a afirmativa II traduz adequadamente a abordagem fonoaudiológica na disfagia neonatal.