O teste da avaliação vestibular que indica lesão de tronco encefálico ou cerebelo quando tem presença de nistagmo bidirecional ou multidirecional é a pesquisa do nistagmo
- A)espontâneo.
Errada, porque o nistagmo espontâneo é observado sem manobras específicas, mas não é o teste mais associado à constatação de nistagmo bidirecional ou multidirecional.
- B)semi espontâneo.
Certa, porque a pesquisa do nistagmo semi espontâneo permite observar mudança de direção do nistagmo, achado sugestivo de lesão de tronco encefálico ou cerebelo.
- C)optocinético.
Errada, pois o nistagmo optocinético avalia o reflexo optocinético e não é o teste clássico para indicar lesão central por nistagmo bidirecional.
- D)per rotatório.
Errada, porque a prova per rotatória avalia o sistema vestibular por rotação, mas não é a pesquisa indicada para esse achado específico.
- E)pós calórico.
Errada, pois o pós calórico é um teste importante da função vestibular, mas a questão pede o exame relacionado ao nistagmo bidirecional ou multidirecional em posição semi espontânea.
Gabarito: B
Na avaliação vestibular, a pesquisa do nistagmo ajuda a diferenciar se o problema está mais na periferia ou se há sinal de comprometimento central, como tronco encefálico ou cerebelo. Aqui o detalhe importante é o comportamento do nistagmo: quando ele é bidirecional ou multidirecional, isso aponta para alteração central, porque a direção do nistagmo muda conforme a posição da cabeça ou do olhar, em vez de seguir um padrão periférico mais previsível. A pesquisa do nistagmo semi espontâneo é a que provoca a fixação da cabeça em posições específicas, sem estímulo calórico, e observa se o nistagmo aparece ou se muda de direção. É justamente por isso que ela é muito útil para levantar suspeita de lesão central. Em provas, quando aparece a palavra "bidirecional" ou "multidirecional", acenda a luz amarela do tronco encefálico e do cerebelo. Já o nistagmo espontâneo é aquele observado sem manobras especiais, em posição primária do olhar. Ele pode indicar vestibulopatia, mas não é o teste clássico cobrado para mostrar essa mudança de direção em diferentes posições. O raciocínio da FGV costuma ir nessa linha: não basta ver nistagmo, importa como ele se comporta. Então, o gabarito é a letra B, porque o nistagmo semi espontâneo é o exame que evidencia nistagmo bidirecional ou multidirecional, sugerindo lesão central. Em termos doutrinários, a interpretação clínica segue a lógica da neurootologia: nistagmo que muda de direção é muito mais suspeito de acometimento central do que periférico.