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Fonoaudiologia · Creative Group · 2023

Questão comentada de Fonoaudiologia

Rafael, paciente de 8 anos idade, troca um fonema pelo outro, assim, por exemplo, em vez de pronunciar ‘‘abra a porta’’, ele pronuncia ‘‘abra a forta’’.Diante desse contexto, pode-se afirmar que o caso de Rafael é um exemplo de:

Gabarito: B

Neste tipo de questão, o ponto central é perceber que Rafael troca um fonema por outro dentro da palavra. Quando ele diz "forta" em vez de "porta", houve uma troca de som, e não uma invenção de palavra nova nem alteração de ritmo ou entonação. Esse quadro é clássico de paralisia literal, termo usado para designar a dificuldade na articulação de fonemas, com substituições sonoras na fala. Em linguagem clínica, isso se aproxima do que muitos autores também chamam de parafasia literal ou erro fonêmico, isto é, o paciente produz um som no lugar de outro. A banca quer justamente essa leitura: não é problema de prosódia, porque a melodia da fala não é o foco; não é neologismo, porque a palavra continua existindo e sendo reconhecível. Então, o gabarito B está correto porque o exemplo mostra troca de fonema, algo típico de alteração articulatória/fonêmica. Na prática, você pode pensar assim: se a pessoa "troca o som", a pista vai para esse tipo de alteração; se ela "inventa uma palavra", aí o caminho é outro. Em provas de Fonoaudiologia, a banca costuma cobrar essa diferença básica entre erro de articulação, alteração de prosódia e criação de palavras. Aqui, a frase é simples, mas a armadilha é justamente fazer você confundir troca de fonema com desorganização da fala como um todo.

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