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Fonoaudiologia · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Fonoaudiologia

Indivíduos com esclerose lateral amiotrófica, doença neuromuscular degenerativa que acomete neurônios motores superiores e/ou inferiores, apresentam declínios multidimensionais; dentre eles as alterações na fala. Assim, a comunicação por meio da fala fica comprometida, ocorrendo a disartria. Sobre as alterações de fala em pacientes com esclerose lateral amiotrófica, analise as afirmativas a seguir. I. Na esclerose lateral amiotrófica, a disartria pode ocorrer com características espásticas ou flácidas; os pacientes geralmente apresentam prejuízos na articulação, fala lenta e laboriosa, produção consonantal imprecisa, hipernasalidade e aspereza. Entretanto, seja na disartria espástica ou flácida, os pacientes com esclerose lateral amiotrófica que apresentam esse quadro têm um comprometimento considerável na comunicação. II. As alterações motoras da fala em indivíduos com esclerose lateral amiotrófica vêm sendo descritas, ao longo dos anos, com mais intensidade e frequência naqueles indivíduos que apresentam início dos sintomas bulbares. As características bulbares, no declínio motor da fala, evidenciam comprometimento de todos os seus subsistemas, principalmente respiração, fonação, articulação e ressonância, e são percebidas à medida que vai diminuindo a sua inteligibilidade. III. As alterações motoras de fala e linguagem na esclerose lateral amiotrófica impõem à pessoa uma situação de vulnerabilidade comunicativa, caracterizada como qualquer falha no processo de comunicação entre o indivíduo e seu interlocutor, que interfere na sua participação social e pode levar ao desenvolvimento de problemas emocionais e/ou ansiedade, frustração, medo e tristeza gradativamente, afastando-a do convívio social, de familiares e amigos. Está correto o que se afirma em

Gabarito: A

Na esclerose lateral amiotrófica (ELA), a fala costuma ser atingida porque a doença compromete neurônios motores superiores e/ou inferiores, o que pode gerar quadros de disartria espástica, flácida ou, mais frequentemente, uma mistura das duas. Na prática, isso aparece como fala lenta e esforçada, articulação imprecisa, alteração de voz, ressonância alterada e redução da inteligibilidade. A pessoa até quer falar, mas o sistema motor começa a fazer greve no meio do caminho. A afirmativa I está correta porque descreve exatamente esse padrão: na ELA podem surgir características espásticas ou flácidas, com prejuízo importante na comunicação. A II também está correta, pois os casos com início bulbar costumam apresentar alterações mais evidentes na fala, com comprometimento de subsistemas como respiração, fonação, articulação e ressonância, levando à queda da inteligibilidade. A III também está correta porque essas alterações de fala e linguagem geram vulnerabilidade comunicativa, isto é, dificuldade real de troca com o interlocutor, com impacto na participação social e possível repercussão emocional, como frustração, medo, tristeza e ansiedade. Esse raciocínio é bem alinhado à abordagem fonoaudiológica contemporânea, que não olha só para a função motora, mas também para o efeito na vida cotidiana e na interação social. Por isso, o gabarito é a letra A: todas as afirmativas estão compatíveis com o quadro fonoaudiológico da ELA e com a forma como a disartria costuma se manifestar nesses pacientes.

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