A doença de Parkinson é uma doença crônica neurodegenerativa, caracterizada pela morte dos neurônios dopaminérgicos da substância negra, que são responsáveis pelo controle da atividade motora. As principais características clínicas da doença são tremor em repouso, bradicinesia, rigidez muscular e alterações dos reflexos de manutenção da postura, ocasionando instabilidade postural. Estima-se que setenta a noventa por cento dos pacientes com doença de Parkinson apresentam alterações de fala, caracterizando o quadro de disartria. Considere um paciente com doença de Parkinson que apresenta redução da intensidade vocal, modulação restrita, voz monótona, alteração de entonação, velocidade de fala alterada, redução da variação de frequência e imprecisão articulatória. Essas características se referem à disartria:
- A)Flácida.
Errada. A disartria flácida está ligada a lesão do neurônio motor inferior e costuma ter voz soprosa e fraqueza, não o padrão clássico do Parkinson.
- B)Atáxica.
Errada. A disartria atáxica aparece em alterações cerebelares e costuma causar fala escandida, com prosódia desorganizada, o que não é o quadro típico descrito.
- C)Espástica.
Errada. A disartria espástica ocorre em lesões do neurônio motor superior bilateral e tende a deixar a voz tensa e estrangulada, diferente do padrão parkinsoniano.
- D)Hipocinética.
Certa. A disartria hipocinética é a mais associada à doença de Parkinson e cursa com voz baixa, monotonia, redução da variação de frequência, alteração de entonação e imprecisão articulatória.
- E)Hipercinética.
Errada. A disartria hipercinética se relaciona a movimentos involuntários excessivos, como nas discinesias, e não ao quadro de redução de movimento típico do Parkinson.
Gabarito: D
Na doença de Parkinson, a fala costuma ficar mais “apagada”: a voz perde intensidade, a articulação fica menos precisa e a entonação quase não varia. Isso acontece porque o controle motor fino da fala também sofre com a alteração dopaminérgica, e o resultado é um padrão bem típico de disartria. Em vez de uma fala com ritmo e melodia naturais, o paciente pode parecer falar sempre no mesmo tom, com pouca projeção vocal e velocidade alterada.