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Fonoaudiologia · CONSULPLAN · 2025

Questão comentada de Fonoaudiologia

As fissuras labiopalatinas representam as malformações congênitas craniofaciais mais prevalentes mundialmente, com média estimada em 1/700 nascidos vivos. Afetam estrutural e funcionalmente a face e a cavidade oral, levando a repercussões clínicas que requerem cuidados do nascimento à idade adulta. A classificação mais adotada no Brasil é a de Spina, que se fundamenta na teoria embriológica que reconhece os mecanismos independentemente das estruturas anteriores e posteriores ao forame incisivo. O tipo de fissura labiopalatina que, em geral, é mediana, podendo situar-se apenas na úvula, ou nas demais partes do palato duro e mole, mantendo o lábio íntegro, é classificado como fissura:

Gabarito: E

As fissuras labiopalatinas podem atingir só o lábio, só o palato, ou atravessar várias estruturas da face, e a classificação de Spina organiza isso pela relação com o forame incisivo. Em outras palavras, ele divide as fissuras em pré-forame, transforame, pós-forame e raras da face, o que ajuda a entender melhor a anatomia envolvida e o impacto funcional. Quando a fissura fica atrás do forame incisivo, ela acomete o palato e não o lábio. Por isso, o lábio permanece íntegro, enquanto a alteração pode aparecer apenas na úvula, no palato mole e também no palato duro, em diferentes extensões. Esse é exatamente o quadro descrito no enunciado. Assim, a alternativa correta é a pós-forame incisivo. Esse tipo corresponde às fissuras que envolvem as estruturas posteriores ao forame incisivo, sendo frequentemente medianas e podendo variar de forma limitada até mais extensa no palato. Na prática, pense assim: se a fissura está antes do forame incisivo, costuma pegar lábio e/ou rebordo alveolar; se está depois, pega palato; e se atravessa tudo, é transforame. A banca adora essa lógica anatômica simples, mas cheia de detalhes para confundir.

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