Em 2010, a Lei Federal nº 12.303 tornou obrigatória a realização da Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), por meio do exame de emissões otoacústicas, em todas as crianças nascidas em maternidades e hospitais, possibilitando a integralidade da assistência à saúde auditiva na infância, seguindo a tendência do que já estava acontecendo em países desenvolvidos, como Estados Unidos e Inglaterra. Sobre a TANU, marque V para as afirmativas verdadeiras e F para as falsas. ( ) Tem como objetivo ser uma estratégia precursora no processo de avaliação da audição infantil, permitindo a detecção precoce de possíveis alterações auditivas apenas em neonatos que possuem indicadores de risco para deficiência auditiva. ( ) No que tange à realização da TANU, a utilização de metodologias objetivas, como as emissões otoacústicas e o potencial evocado auditivo de troncoencefálico automáticos, de acordo com os critérios pré-estabelecidos, permite que se realize a avaliação inicial de forma segura e confiável. ( ) As Emissões Otoacústicas (EOA) são um método objetivo, fácil, rápido e não-invasivo, utilizado para monitorar a função da cóclea e apresenta maior sensibilidade para detectar lesão das células ciliadas internas. As EOA asseguram um diferencial no diagnóstico por se tratar de um teste prático que avalia a função coclear de forma segura e sensível aos estágios iniciais de alterações na função coclear e, para qualquer diagnóstico precoce, as emissões são registradas com limiar normal ou perda auditiva inferior a 60 dB. ( ) Recém-nascidos com fatores de risco para deficiência auditiva, independente de serem a termo ou pré-termo, têm maiores possibilidades de terem deficiência auditiva sensorioneural. Há relação entre a presença de emissões otoacústicas e idade gestacional para ambas as orelhas, ou seja, quanto menor a idade gestacional maior a chance de ter emissões otoacústicas transientes ausentes. A sequência está correta em
- A)F, F, V, V.
Errada, porque a 1ª e a 2ª afirmativas não são falsas e a 3ª e a 4ª também não formam essa sequência.
- B)V, V, F, V.
Errada, porque a 1ª afirmativa não é verdadeira e a 3ª é falsa, então a sequência não bate.
- C)F, V, F, V.
Certa, pois a 1ª é falsa, a 2ª é verdadeira, a 3ª é falsa e a 4ª é verdadeira.
- D)V, F, V, F.
Errada, porque inverte a verdade da 2ª e da 4ª afirmativas, além de não corresponder ao conteúdo da TANU.
Gabarito: C
A Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU) foi reforçada pela Lei Federal nº 12.303/2010, que tornou obrigatória a realização da triagem em maternidades e hospitais. A ideia é simples e muito importante: detectar cedo qualquer suspeita de perda auditiva para intervir logo, antes que isso atrapalhe linguagem e desenvolvimento. Por isso ela é chamada de universal, porque não é feita só em bebês com risco, mas em todos os recém-nascidos. Na prática, a TANU usa métodos objetivos, como as emissões otoacústicas e o potencial evocado auditivo de troncoencefálico automático. Isso dá mais segurança porque o exame não depende da resposta comportamental do bebê. É uma triagem rápida, não invasiva e confiável para indicar quem precisa de avaliação mais completa. A terceira afirmativa erra feio em um detalhe clássico: as emissões otoacústicas avaliam principalmente a função das células ciliadas externas da cóclea, e não das internas. Além disso, o texto mistura conceitos de limiar auditivo e diagnóstico de forma inadequada. Em concurso, esse tipo de confusão anatômica costuma ser uma armadilha bem caprichada. A quarta está correta porque recém-nascidos com fatores de risco, especialmente os prematuros, têm maior chance de deficiência auditiva sensorioneural. Quanto menor a idade gestacional, maior a chance de ausência de emissões otoacústicas transientes, o que reforça a necessidade de acompanhamento cuidadoso nesses casos. Assim, a sequência fica F, V, F, V, que corresponde ao gabarito C.