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Fonoaudiologia · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Fonoaudiologia

Os programas de saúde auditiva neonatal têm por objetivo a realização de ações que visem minimizar as consequências causadas por perdas auditivas congênitas e permanentes em lactentes. São ações que envolvem a triagem auditiva, o diagnóstico médico e audiológico e a intervenção terapêutica, quando necessária, a fim de garantir o desenvolvimento da fala e da linguagem em lactentes com deficiência auditiva. Assinale a afirmativa correta.

Gabarito: C

A saúde auditiva neonatal segue uma lógica bem organizada: primeiro vem a triagem, depois o diagnóstico e, se houver perda confirmada, entra a intervenção o quanto antes. A ideia é simples, mas importantíssima: quanto mais cedo a deficiência auditiva é identificada e tratada, maior a chance de preservar o desenvolvimento da fala e da linguagem. Na prática, isso inclui a Triagem Auditiva Neonatal Universal (TANU), os exames diagnósticos audiológicos e o encaminhamento para adaptação de dispositivos e terapia fonoaudiológica quando necessário. O SUS e as diretrizes brasileiras de saúde auditiva infantil seguem esse raciocínio de detecção e intervenção precoces. A alternativa C está correta porque descreve adequadamente a fase diagnóstica: nela, busca-se confirmar a perda auditiva, definir tipo, grau e configuração, utilizando exames como o PEATE com estímulo clique para avaliar a integridade da via auditiva e sincronia neural, além do PEATE por frequências específicas (PEATE-FE), que ajuda a estimar limiares em 500, 1000, 2000 e 4000 Hz. Quando necessário, complementa-se com via óssea para diferenciar perda condutiva de neurossensorial. O detalhe que derruba muita gente é achar que a triagem já fecha diagnóstico ou que qualquer exame isolado resolve tudo. Não resolve. A TANU é rastreio, não sentença final. Já o diagnóstico exige bateria de exames, análise integrada e, se houver perda permanente, a intervenção deve começar cedo, preferencialmente ainda nos primeiros meses de vida, e não só perto do segundo ano. Em saúde auditiva infantil, tempo é linguagem.

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