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Fonoaudiologia · CONSULPLAN · 2024

Questão comentada de Fonoaudiologia

A incidência da disfagia na população pediátrica tem aumentado possivelmente como resultado da melhora nas taxas de sobrevivência de crianças com histórico de prematuridade, baixo peso ao nascer e com condições médicas complexas. Considerando a intervenção fonoaudiológica nas disfagias infantis, assinale a afirmativa correta.

Gabarito: B

Na disfagia pediátrica, a intervenção fonoaudiológica não olha só para a segurança da deglutição, mas para o binômio segurança e prazer alimentar. Em crianças, comer envolve desenvolvimento, vínculo, experiência sensorial e participação da família, então a conduta precisa respeitar idade, quadro clínico, ambiente e necessidades individuais. Quando a via oral deixa de ser segura ou suficiente, o fonoaudiólogo não “abandona” o caso. Ele ajuda a equipe a definir medidas de conforto, orienta adaptações e discute alternativas de alimentação, sempre considerando o melhor interesse da criança e as particularidades clínicas. Isso é coerente com a prática interdisciplinar em pediatria e com o cuidado centrado no paciente. Por isso, a alternativa B está correta: ela reconhece o papel do fonoaudiólogo na orientação de conforto e na discussão de vias alternativas quando a alimentação oral não é segura. Em pediatria, esse raciocínio é essencial, porque insistir na via oral a qualquer custo pode aumentar risco respiratório, sofrimento e piora nutricional. As outras alternativas erram ao minimizar o impacto da idade, do contexto clínico e da recusa alimentar. Na disfagia infantil, os sinais podem variar bastante conforme a fase do desenvolvimento, e recusa alimentar não deve ser tratada como detalhe: ela pode indicar um transtorno alimentar pediátrico, que exige avaliação própria.

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