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Fonoaudiologia · CONSULPLAN · 2023

Questão comentada de Fonoaudiologia

A disfagia orofaríngea mecânica é a dificuldade secundária à perda sensorial e/ou muscular de estruturas responsáveis pela deglutição fisiológica normal. As causas mais comuns são as inflamatórias, as traumáticas, a macroglossia, o divertículo faringoesofágico, as doenças compressivas da coluna cervical, as sondas nasoenterais, a traqueostomia e o câncer de cabeça e pescoço. Sobre as disfagias mecânicas, assinale a afirmativa INCORRETA.

Gabarito: B

A disfagia orofaríngea mecânica aparece quando existe um obstáculo físico ou uma limitação estrutural atrapalhando o caminho do alimento, como tumores, inflamações, traumas, próteses, sondas e alterações anatômicas. Nesses casos, o problema não é só “força” ou coordenação: muitas vezes o bolo simplesmente não passa direito, ou passa com dificuldade, aumentando resíduos e risco de engasgo. Na prática, isso pode gerar estase em valécula, seios piriformes e na transição faringoesofágica, com tosse, escape, múltiplas deglutições e até aspiração depois da deglutição. Quando há sonda nasoenteral, traqueostomia ou tumor de cabeça e pescoço, o fono precisa olhar o conjunto: estrutura, função e o quanto o tratamento interfere na mecânica da deglutição. O gabarito é a letra B porque ela minimiza indevidamente o risco de penetração e aspiração. Se há redução da elevação e da duração da excursão laríngea, isso compromete proteção de vias aéreas e favorece, sim, penetração e aspiração laringotraqueal, especialmente em pacientes disfágicos. Não é uma alteração “inofensiva”; na disfagia, elevação laríngea reduzida costuma ser um sinal de alerta importante. As demais alternativas estão alinhadas com o que se descreve em fonoaudiologia clínica e oncologia de cabeça e pescoço, especialmente quanto aos efeitos de sondas, radioterapia, quimioterapia e neoplasias sobre a deglutição.

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