“A disartria é um distúrbio de fala resultante de alterações no controle muscular dos mecanismos envolvidos na produção oral decorrentes de uma lesão no sistema nervoso central ou periférico. A disartria ________________ é causada por lesão no neurônio motor superior bilateral, em qualquer ponto do trato corticobulbar, com comprometimento bilateral das vias piramidais e extrapiramidais. As características seriam fraqueza e lentidão na execução dos movimentos, assim como aumento do tônus muscular com espasticidade. A musculatura da fala está sempre comprometida nos três níveis: fonatório; ressonantal; e, articulatório.” Assinale a alternativa que completa corretamente a afirmativa anterior.
- A)flácida
Errada, porque a disartria flácida costuma decorrer de lesão de neurônio motor inferior, com hipotonia e fraqueza, e não espasticidade.
- B)atáxica
Errada, porque a disartria atáxica está relacionada a lesão cerebelar e gera fala com descoordenação, ritmo irregular e prosódia alterada.
- C)espástica
Certa, porque a descrição corresponde à lesão bilateral de neurônio motor superior, com aumento do tônus, espasticidade e fala comprometida em vários níveis.
- D)hipocinética
Errada, porque a disartria hipocinética é típica de disfunção extrapiramidal, como no Parkinson, com fala reduzida, monótona e pouco articulada.
Gabarito: C
A disartria é um problema de execução motora da fala. Ou seja, a pessoa sabe o que quer dizer, mas o comando muscular para falar sai com dificuldade por lesão neurológica. Por isso, o tipo de disartria depende de onde está a lesão e de quais vias motoras foram atingidas. Na disartria espástica, o quadro está ligado à lesão bilateral do neurônio motor superior, geralmente no trato corticobulbar. Isso causa fraqueza, lentidão para movimentos da fala e aumento do tônus muscular, com espasticidade. É por isso que a musculatura fica rígida e menos eficiente, afetando vários níveis da produção da fala. O enunciado descreve exatamente esse padrão: comprometimento bilateral das vias piramidais e extrapiramidais, com fala alterada nos níveis fonatório, ressonantal e articulatório. Esse conjunto de sinais é típico da disartria espástica, e não de outros tipos como flácida, atáxica ou hipocinética. Em prova, vale guardar a ideia-chave: espasticidade lembra lesão bilateral de neurônio motor superior, com fala “tensa”, lenta e com esforço. É a cara clássica da alternativa C.